A Guarda Costeira da China informou nesta segunda-feira (1) que realizou patrulhas de "cumprimento da lei" em águas a leste de Taiwan, em resposta à decisão de Japão e Filipinas de iniciar negociações para delimitar suas fronteiras marítimas em uma área também reivindicada por Pequim. Na semana passada, Japão e Filipinas anunciaram que darão início a negociações formais para definir os limites de suas zonas econômicas exclusivas e plataformas continentais, em conformidade com o direito internacional. Embora não tenha detalhado a localização exata da área em disputa, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou na sexta-feira que as negociações abrangem águas situadas a leste de Taiwan, território que Pequim considera parte de seu território soberano. Segundo o governo chinês, qualquer entendimento firmado entre Japão e Filipinas sobre a região seria "completamente ilegal, nulo e sem efeito". Em comunicado, a Guarda Costeira chinesa afirmou que uma flotilha realizou patrulhas na área de acordo com a legislação do país. "Esta é uma medida necessária em resposta ao anúncio unilateral do Japão e das Filipinas sobre o início de negociações de delimitação marítima em águas a leste da ilha de Taiwan, pertencente à China", declarou o órgão. A entidade acrescentou que os dois países devem interromper imediatamente quaisquer ações que, na avaliação de Pequim, violem os direitos soberanos chineses. A Guarda Costeira de Taiwan não comentou o episódio. As embaixadas do Japão e das Filipinas em Pequim também não responderam de imediato aos pedidos de posicionamento. O governo de Taiwan reagiu com veemência. Em nota divulgada no domingo (31) à noite, o Ministério das Relações Exteriores taiwanês rejeitou as declarações chinesas. "A China não tem o direito de interferir na soberania territorial de Taiwan nem em seus direitos soberanos sobre as áreas marítimas relevantes", afirmou o ministério. Taiwan relata que navios e aeronaves militares chineses operam quase diariamente nos arredores da ilha, muitas vezes acompanhados por embarcações da Guarda Costeira chinesa. Em maio, um navio da guarda costeira da China se aproximou das Ilhas Pratas, administradas por Taiwan e localizadas no extremo norte do Mar da China Meridional, mas recuou após um impasse com embarcações taiwanesas. Falando a jornalistas no Parlamento nesta segunda-feira, o ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou que, embora a Guarda Costeira tenha a responsabilidade principal na região das Ilhas Pratas, as Forças Armadas estão preparadas para prestar apoio quando necessário. "A Marinha fornecerá a assistência necessária de acordo com nossos protocolos de cooperação conjunta", disse, sem dar mais detalhes. A China reivindica Taiwan e grande parte do Mar da China Meridional por meio da chamada "linha de nove traços", que se sobrepõe às zonas econômicas exclusivas das Filipinas, Brunei, Malásia, Vietnã e Indonésia. O governo taiwanês rejeita as reivindicações de Pequim. Uma bandeira de Taiwan tremula em Taipei — Foto: Ann Wang/Reuters
China realiza patrulha perto de Taiwan após acordo marítimo entre Japão e Filipinas
Em comunicado, a Guarda Costeira chinesa afirmou que uma flotilha realizou patrulhas na área de acordo com a legislação do país










