China, Rússia e Turquia pediram nesta quinta-feira (11) a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e o fim dos ataques entre os dois países, após o terceiro dia consecutivo de ofensivas militares na região. O agravamento das tensões elevou o receio de um sepultamento do frágil cesar-fogo acordado em abril e o retorno da guerra em larga escala.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a continuidade das ofensivas pode agravar a instabilidade regional e gerar impactos para a economia mundial.Ele pediu que os países "retornem à mesa de negociações".
A China, maior compradora de petróleo iraniano, também defendeu uma saída diplomática. Um porta-voz do regime chinês pediu que as partes "parem imediatamente as operações militares". O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, deu declarações semelhantes a jornalistas.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, país mediador que sediou uma rodada inicial de negociações entre as partes em conflito, disse que não havia "perdido a esperança" de uma solução negociada.
As declarações ocorrem no terceiro dia de ofensivas. Nesta quinta, as Forças Armadas dos EUA atacaram um petroleiro indiano próximo à costa de Omã. A embarcação Jalveer, de bandeira da Guiné-Bissau, estaria tentando furar o bloqueio militar norte-americano para transportar petróleo do Irã.













