Goleiro mexicano de 40 anos alcança marca inédita na abertura do Mundial de 2026; Cristiano Ronaldo e Messi também podem atingir o feito ao longo do torneio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O 'interminável' Ochoa faz defesa durante treinamento da seleção mexicana — Foto: Carl de Souza / AFP / 15-5-2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 21:41 Guillermo Ochoa Faz História ao Disputar Seis Copas do Mundo O goleiro mexicano Guillermo Ochoa, de 40 anos, entra para a história ao se tornar o primeiro jogador a disputar seis Copas do Mundo, na abertura do Mundial de 2026. Ochoa, que atualmente joga no AEL Limassol, do Chipre, já participou dos Mundiais de 2006 a 2022, mas só se destacou a partir de 2014. Apesar de não ser titular garantido, ele simboliza experiência e longevidade no futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO De quatro em quatro anos, um conhecido fenômeno ocorre no futebol. Pouco falado no noticiário de clubes nos anos anteriores, Guillermo Ochoa “ressurge” como um cometa, com sua faixa para conter os cabelos esvoaçantes, pronto para disputar mais uma Copa do Mundo. E o jogo de hoje, entre México e África do Sul, terá um significado ainda mais especial para ele. Aos 40 anos, o goleiro, atualmente no AEL Limassol, do Chipre, se tornará o primeiro jogador da história a participar de seis Mundiais, marca que será igualada nesta edição por Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, ídolos de Portugal e da atual campeã Argentina, respectivamente. — Em termos pessoais, estou animado e feliz com este novo capítulo da minha vida. Mais uma Copa prestes a começar. Não foi fácil chegar à minha sexta Copa. Estou tão animado quanto da primeira vez — disse o arqueiro em entrevista à Fifa. A trajetória de Ochoa em Copas esteve longe de ser linear. Convocado para o Mundial de 2006, na Alemanha, ele acompanhou do banco a campanha liderada pelo titular Oswaldo Sánchez. Na edição seguinte, na África do Sul, já cotado para assumir a posição, acabou superado pela experiência de Óscar Pérez, então com 37 anos. O reconhecimento internacional só chegaria em 2014, quando assumiu a meta mexicana no Mundial do Brasil. Ochoa teve grandes atuações, com destaque para o empate sem gols contra o escrete canarinho, na fase de grupos, em Fortaleza. As defesas diante de Neymar, Paulinho e Thiago Silva o transformaram em um dos símbolos daquela edição e um dos rostos mais emblemáticos da seleção na história recente. Nos Mundiais seguintes, em 2018 e 2022, também foi titular. Apesar dos desempenhos de destaque em Copas, Ochoa nunca foi alvo de cobiça de grandes clubes europeus. Ao longo da carreira, defendeu clubes médios e pequenos em países como França, Espanha, Bélgica e Itália. A camisa de mais peso que vestiu foi a do América, do México, onde foi revelado, entre 2004 e 2011, e de 2019 a 2022. Recordista, ‘pero’ reserva Duas décadas depois da primeira convocação, Ochoa chega ao torneio como um dos líderes do elenco mexicano. Nem mesmo o recorde histórico, porém, lhe garante a titularidade. Com a ausência de Luis Malagón, do América, lesionado, a tendência é que José Raúl Rangel, do Guadalajara, seja o escolhido para iniciar a Copa. Ochoa passou todo o ano de 2025 fora das convocações da seleção mexicana e viu crescerem as dúvidas sobre sua presença no Mundial disputado em casa. O retorno veio apenas em maio deste ano, quando foi chamado para o amistoso contra a Austrália e convenceu o técnico a incluí-lo na lista final para a competição. Na delegação mexicana, ele divide espaço com atletas de outra geração. Entre eles está o atacante Gilberto Mora, de 17 anos, o jogador mais jovem desta Copa do Mundo. A diferença de idade entre os dois resume a amplitude da trajetória de Ochoa: quando o goleiro estreou pela seleção principal, o companheiro sequer havia nascido. Simbolismo que ganha ainda mais força quando comparado ao adversário de hoje. A África do Sul retorna à Copa do Mundo pela primeira vez desde 2010, quando sediou o torneio, e não conta com nenhum jogador remanescente daquela equipe. Dezesseis anos depois, os Bafana Bafana desembarcam para a quarta participação do país em Copas com uma geração inteiramente renovada.