Capitão da seleção ainda disputa posição com Raúl Rangel, mas garante estar pronto para contribuir dentro ou fora de campo Ochoa está perto da sexta Copa da carreira — Foto: MANAN VATSYAYANA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 08:25 Guillermo Ochoa se prepara para sua sexta Copa do Mundo em 2026 Aos 40 anos, Guillermo Ochoa se prepara para disputar sua sexta Copa do Mundo em 2026, podendo igualar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. O capitão da seleção mexicana, com 153 jogos, ainda disputa posição com Raúl Rangel e Carlos Acevedo. Ochoa, que se destacou em 2014, enfrenta dúvidas sobre sua titularidade devido à idade, mas permanece um ícone para jovens goleiros no México. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Copa do Mundo de 2026 pode marcar mais um capítulo histórico na carreira de Guillermo Ochoa. Aos 40 anos, o goleiro mexicano está prestes a disputar seu sexto Mundial, feito que o colocará ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo como os únicos jogadores a alcançar essa marca na história do torneio. Capitão da seleção mexicana, Ochoa chega ao torneio com a mesma motivação que carregava quando participou pela primeira vez de uma Copa do Mundo, na Alemanha, em 2006, ainda com apenas 20 anos. Desde então, tornou-se um dos maiores símbolos do futebol mexicano, acumulando 153 partidas pela seleção principal. — Estou animado como na primeira vez. Estou trabalhando para estar em campo no dia 11, se essa for a decisão do treinador — afirmou o goleiro antes da estreia do México contra a África do Sul, no Estádio Azteca. Apesar da experiência e do status de ídolo nacional, Ochoa ainda não tem presença garantida entre os titulares. O técnico Javier Aguirre utilizou os três goleiros convocados — Raúl Rangel, Carlos Acevedo e o próprio Ochoa — nos últimos jogos preparatórios, mantendo a disputa aberta até os momentos finais antes do Mundial. O veterano, porém, demonstra tranquilidade diante da situação. — Se eu jogar 90 minutos, cinco minutos, dez minutos, um minuto ou nem entrar em campo, estarei pronto. O mais importante é que o México vá bem — declarou. A discussão sobre sua titularidade divide opiniões no país. Adrián Chávez, ex-goleiro da seleção mexicana e um dos responsáveis pela formação de Ochoa antes de sua estreia profissional, acredita que a experiência do veterano deveria pesar na decisão. — Se eu fosse o treinador da seleção, não correria riscos e colocaria o Memo. Ele já demonstrou ser um dos melhores goleiros do mundo — afirmou. Já Ricardo La Volpe, técnico que lançou Ochoa na seleção principal em 2005 e o levou para sua primeira Copa do Mundo, tem opinião diferente. Para ele, o titular diante da África do Sul deve ser Raúl Rangel. La Volpe reconheceu as qualidades históricas do goleiro, mas avaliou que a idade pode afetar aspectos físicos importantes da posição. — A idade pesa. Tenho dúvidas se ele ainda possui a mesma potência, velocidade, reflexos e capacidade de reação para alcançar bolas nos ângulos — analisou. A trajetória de Ochoa em Copas ganhou notoriedade especialmente em 2014. Após permanecer no banco nas edições de 2006 e 2010, ele assumiu a titularidade no Brasil e protagonizou uma das atuações mais memoráveis daquele Mundial no empate sem gols contra a seleção brasileira. A defesa feita em cabeçada de Neymar, praticamente sobre a linha, tornou-se uma das imagens mais marcantes da competição e ajudou a consolidar seu status de ídolo nacional. O impacto de sua carreira segue forte entre os jovens goleiros mexicanos. Em uma escola especializada na Cidade do México, comandada por Adrián Chávez, crianças e adolescentes ainda utilizam vídeos de Ochoa como referência técnica. — As defesas dele são impressionantes — afirmou Daniel Santiago, de 12 anos. A longevidade do goleiro também reacendeu o debate sobre a formação de novos talentos no país. Nos últimos anos, Ochoa passou a receber críticas de parte da torcida por continuar ocupando espaço na seleção, enquanto jovens arqueiros aguardam oportunidades. Para Chávez, o problema está menos na permanência do veterano e mais na escassez de sucessores. — No passado havia dez goleiros mexicanos com nível para chegar à seleção. Hoje conseguimos contar nos dedos de uma mão — disse. Enquanto a busca pelo próximo grande goleiro mexicano continua, Ochoa segue escrevendo sua própria história. E, em uma Copa disputada em casa, pode alcançar um recorde reservado apenas a algumas das maiores lendas do futebol mundial.
Aos 40 anos, Ochoa se prepara para a sexta Copa e pode igualar recorde de Messi e Cristiano Ronaldo: 'Animado como na primeira vez'
Capitão da seleção ainda disputa posição com Raúl Rangel, mas garante estar pronto para contribuir dentro ou fora de campo













