Na terça-feira (16), às 19h, o Museu da Imagem e do Som (MIS) exibe o filme "A Graça", de Paolo Sorrentino, que retrata as hesitações de um presidente da Itália já na reta final de seu mandato. A sessão integra o Ciclo de Cinema e Psicanálise, parceria entre a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e o MIS, com apoio da Folha.

O debate, após a exibição, reúne os psicanalistas Christian Dunker, professor titular da Universidade de São Paulo, e Oswaldo Ferreira Leite Netto, psiquiatra e diretor do serviço de psicoterapia do Hospital das Clínicas da USP. A mediação é da psicanalista Luciana Saddi.

Na trama, Toni Servillo, em sua sétima colaboração com o diretor, interpreta Mariano De Santis, presidente que precisa decidir se concede perdão presidencial a dois casos ligados à eutanásia, tema que desafia suas convicções pessoais e religiosas, mas que o leva à reflexão.

Sorrentino afirma que o personagem reúne traços de diversos líderes da Itália moderna. "Fui inspirado por um raio de luz que atravessou todos os presidentes da República italiana nos últimos 30 anos. Todos foram muito responsáveis e atuantes. E, em geral, muito cautelosos, movidos pela dúvida", disse o cineasta à Folha em março.