A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde do município, Andreis Vicente da Costa, foram presos preventivamente nesta quarta-feira (10) por suspeita de fraude no processo de terceirização de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da capital do Tocantins.
A Folha procurou o escritório do advogado Maurício Haeffner, responsável pela defesa da secretária, por telefone, WhatsApp e email na tarde desta quarta, mas ninguém respondeu até a publicação deste texto. A reportagem não conseguiu identificar o advogado de Andreis.
As prisões ocorrem no âmbito da Operação Falsa Emergência, deflagrada em 21 de maio para apurar a terceirização da gestão das UPAs Norte e Sul de Palmas. Em março deste ano, a prefeitura firmou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as unidades. São investigados os crimes de falsidade documental, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, novos elementos obtidos após a operação indicam ocultação de provas, interferência na produção de evidências e alinhamento de versões entre investigados. Com base nessas informações, a autoridade policial pediu as prisões preventivas, determinadas então pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas.










