Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu temporariamente uma investigação envolvendo o presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma (PSD). Ele era alvo do Ministério Público sob suspeita da prática de venda de cargos públicos na estrutura do Poder Executivo municipal e de "rachadinha", quando o político exige parte do salário de servidores para benefício próprio.

A Folha procurou o Ministério Público, que informou nesta segunda-feira (3) por meio de nota que "somente irá se manifestar após a decisão de mérito".

A liminar (decisão provisória) foi assinada em 7 de julho pela desembargadora Priscilla Placha Sá, que acolheu pedido da defesa do vereador. No mérito, o político pede o encerramento definitivo da investigação.

O conteúdo da decisão não foi divulgado pelo TJ, já que o caso tramita em sigilo.

Em nota à imprensa, a defesa do vereador sustenta que a decisão ocorre porque "os fatos relatados na denúncia anônima não foram confirmados pelas diligências".