As exportações do agronegócio avançam em vários blocos econômicos neste ano, mas ainda não se recuperaram na América do Norte. As vendas externas brasileiras do setor somam US$ 5,7 bilhões nos cinco primeiros meses deste ano nos Estados Unidos, México e Canadá, mas ficam 20% abaixo das de igual período do ano anterior. Parte desse recuo é explicado pela queda nos preços do café. Após um período de demanda forte e oferta fraca no comércio internacional, os preços desse produto estão em baixa, em relação aos do ano passado.

A América do Norte apresenta, no entanto, retração também nas importações brasileiras de celulose e de madeira, quando comparados os cincos primeiros meses deste ano com os de janeiro a maio de 2025. Dois itens impedem uma queda maior nas exportações: carne e soja. Os Estados Unidos, após as elevadas taxas do ano passado, voltaram a comprar mais a proteína bovina, enquanto o México elevou em 19% as compras de soja do Brasil neste ano.Na Ásia, o principal bloco para as exportações brasileiras, funcionaram as investidas do setor privado e do governo no mercado vietnamita. As compras de carnes desse país estão 58% superiores às do ano passado. A China, no entanto, continua sendo a grande absorvedora de produtos do Brasil, com acelerados aumentos nas importações de soja, de carnes e de algodão.