Estudantes alemães se despediram de um antigo companheiro: o esqueleto que a turma usava nas aulas de biologia e que finalmente foi sepultado.
Ao contrário de muitos modelos mais recentes, esse esqueleto não era feito de plástico. O Niran, como os estudantes o batizaram, foi uma pessoa real —muito provavelmente um homem da Índia. E esse não é um caso isolado.
Uma indústria avaliada em milhões de dólares promoveu o envio de esqueletos da Índia para instituições ocidentais. Isso começou no período colonial britânico e durou por quase dois séculos.
Com os grandes avanços da pesquisa médica nos séculos 18 e 19, a demanda por corpos para estudos anatômicos aumentou significativamente. Mas de onde viriam esses corpos?
Em vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, os profissionais recorriam aos chamados "corpos não reclamados" de pessoas pobres e criminosos executados.










