Priscyla Laham afirma que tecnologia deve ser tratada como ferramenta estratégica e não como um fim em si mesma Priscyla Laham, presidente Microsoft Brasil, alerta que empresas que usarem IA sem objetivo claro não vão conseguir resultados melhores — Foto: Lucas Tavares / Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 17:16 Microsoft Brasil: IA é ferramenta estratégica, não um fim em si, diz presidente Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, destacou no Web Summit Rio que a inteligência artificial (IA) deve ser vista como uma ferramenta estratégica, não um fim em si. Com investimento de R$ 14,7 bilhões em IA no país, a Microsoft aposta no potencial competitivo do Brasil, mas alerta que a tecnologia só traz resultados com objetivos claros de negócio. A capacitação e a infraestrutura são cruciais para o sucesso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quase todos os executivos brasileiros já enxergam a inteligência artificial como um fator de competitividade. Transformar esse potencial em aumento de produtividade, porém, continua sendo um desafio para grande parte das empresas. Foi com esse diagnóstico que a presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, apresentou no Web Summit Rio a estratégia por trás do investimento de quase R$ 15 bilhões da companhia no país. Segundo a executiva, muitas empresas ainda tratam a inteligência artificial como um projeto isolado ou uma demonstração tecnológica, sem integrar a ferramenta aos processos que efetivamente geram valor. — A inteligência artificial é um facilitador, não o objetivo final — afirmou. — Para ela virar dinheiro, é preciso que todo o C-level (nível de lideranças executivas) saiba quais são os objetivos de negócio da empresa. Sem objetivo e sem contexto, você não vai conseguir resultados melhores nem mais rápidos. Mediado por Rafael Coimbra, editor-executivo da MIT Technology Review Brasil, o painel abordou o maior investimento único já realizado pela Microsoft no país em seus 37 anos de operação local: um aporte de R$ 14,7 bilhões em infraestrutura de data centers e serviços voltados à inteligência artificial. Segundo Laham, a decisão reflete a confiança da companhia no potencial do mercado brasileiro. — A razão para fazer esse investimento é porque enxergamos uma oportunidade. A gente realmente acredita que a inteligência artificial vai expandir a capacidade humana — disse. A executiva citou dados segundo os quais 96% dos executivos brasileiros já veem a IA como um fator de competitividade. Apesar disso, argumentou que muitas organizações enfrentam hoje um "gap de inteligência": a diferença entre ter acesso à tecnologia e saber aplicá-la de forma eficiente. — Se você colocar inteligência artificial em processos de trabalho ruins, você não terá um bom resultado. A tecnologia sozinha não resolve problemas de gestão nem substitui uma estratégia bem definida — afirmou. Para a presidente da Microsoft Brasil, a adoção bem-sucedida da IA exige uma combinação entre infraestrutura tecnológica, mudanças organizacionais e qualificação profissional. — Em um país com tantos desafios de inclusão, entendemos que precisávamos investir não apenas em infraestrutura, mas também em capacitação de pessoas — disse. A companhia tem ampliado programas de treinamento voltados à letramento digital, IA e cibersegurança. Segundo Laham, o objetivo é preparar trabalhadores e empresas para uma economia cada vez mais baseada em dados e automação. Na visão da executiva, o Brasil reúne condições favoráveis para capturar os benefícios dessa transformação, graças à combinação de uma população altamente digitalizada, setores econômicos em busca de ganhos de produtividade e uma comunidade estimada em cerca de cinco milhões de desenvolvedores. — O Brasil não está esperando o futuro chegar. Está construindo as bases para participar dele — concluiu. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú. (Thayz Guimarães, especial para O GLOBO)
IA não gera resultado sem objetivos claros de negócio, diz presidente da Microsoft Brasil
Priscyla Laham afirma que tecnologia deve ser tratada como ferramenta estratégica e não como um fim em si mesma











