O médico sanitarista Gonzalo Vecina, que foi o primeiro presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), disse que a vacina do Instituto Butantan contra a dengue que foi suspensa esta semana seria, na sua visão, "aprovada em qualquer lugar do mundo".
O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e que estava sendo aplicada em profissionais de saúde e em moradores de alguns municípios brasileiros após 42 casos de reações severas —incluindo duas mortes suspeitas possivelmente ligadas ao imunizante e ainda sob investigação.
Vecina fez parte do conselho da Fundação Butantan na época em que a vacina contra a dengue entrou em fase de pesquisa clínica, na década passada.
"Dos quase 16 mil pacientes, algo em torno de 11 mil receberam a vacina e 5 mil receberam o placebo", disse Vecina à BBC News Brasil.
"Desses que tomaram a vacina, nós tivemos zero internação. Nenhum teve internação e os efeitos colaterais apresentados eram os esperados de uma vacina tranquila. É um pouquinho de dor, uma coceirinha, nada além dessas condições bem tranquilas."











