A linguagem empregada por Norman Finkelstein, no sentido de que críticas a Israel seriam instrumentalmente silenciadas por organizações poderosas e por interesses financeiros, ligados ao establishment judaico norte-americano, ecoa velhos estereótipos antissemitas sobre influência oculta, poder financeiro e manipulação política, temas centrais do antissemitismo europeu, dos séculos 19 e 20.
O ódio aos judeus não decorre do sofrimento que a guerra, como as guerras em geral, impõe às populações civis. Críticas a políticas governamentais são legítimas e devem ser feitas —a oposição e a imprensa israelenses são os melhores exemplos disso—, mas o hiperfoco no Oriente Médio, ignorando vítimas de outras regiões em conflito, onde igualmente existe sofrimento das populações que lá se encontram, demonstra claramente a seletividade de Finkelstein, que se alinha com ditadores e autocratas em outras guerras e na repressão à população civil.A resposta de Israel ao Hamas e ao eixo liderado pelos aiatolás se deu em sequência a uma agressão que incluiu assassinatos, estupros e sequestros de centenas de civis, incluindo mulheres, idosos e crianças, crimes contra a humanidade que estão sendo investigados em tribunais internacionais.










