A nova exposição do MIS Experience, em São Paulo, é feita para quem é fanático por futebol, mas "principalmente para quem não gosta". É o que diz Paulo Bonfá, curador de "Brasil em Todas", mostra aberta nesta quarta (8) com vídeos, áudios e artefatos da seleção na véspera da abertura da Copa do Mundo.
O nome vem do fato de o Brasil ser o único país a participar de todas as Copas —desde quando as equipes faziam longas viagens de barco ao mundial, em que os jogadores treinavam em alto-mar e acabavam ganhando uns quilinhos. Essa é uma das curiosidades nas páginas de jornais antigos ampliadas no espaço.
"A maioria das pessoas sempre acompanhou a Copa através das histórias contadas em meios de comunicação", diz Bonfá. Esse foi o caminho escolhido na exposição, que constrói uma narrativa a partir de registros da imprensa —incluindo material da Folha.
Há nos recortes de jornais muita história para o que Bonfá chama de "elementos para conversa de mesa de bar". Na Copa de 1930, ainda não havia a figura do árbitro. "O treinador da Bolívia, por exemplo, foi juiz em outro jogo, bandeirinha em outro e na final era o assistente do jogo entre Uruguai e Argentina."
No mundial seguinte, o Palestra Itália, antigo Palmeiras, não quis ceder jogadores à seleção porque achava o campeonato local mais importante. O clube então contratou seguranças armados e escondeu os jogadores em uma fazenda em Matão, no interior de São Paulo, com medo de ter os atletas aliciados.













