Os mercados dos Estados Unidos estão perto de encerrar mais de duas décadas de declínio na oferta de ações, à medida que um trio de mega ofertas públicas iniciais (IPOs) traz uma enxurrada de novos papéis que, segundo investidores, pode pressionar os limites da demanda.

Os planos de listagem de SpaceX, Anthropic e OpenAI chegam no momento em que os grandes grupos de tecnologia já estabelecidos em Wall Street buscam vendas de ações na casa dos bilhões de dólares para financiar seus vastos gastos com inteligência artificial, numa reversão de décadas de recompras de ações que ajudaram as ações americanas a mais que triplicar de preço desde 2016.

O Goldman Sachs estima que a oferta líquida de ações nos EUA —medida pelas novas ações chegando ao mercado menos as ações removidas por recompras ou empresas fechando capital— ficará praticamente estável em 2026, após ter permanecido em território negativo desde 2003. O banco espera um influxo ainda maior de novas ações em 2027, quando os períodos de lock-up dos IPOs deste ano expirarem.

Sem o impulso de uma oferta decrescente de ações, alguns analistas e investidores temem que o rali de Wall Street liderado pela tecnologia possa finalmente perder fôlego.