Órgão de defesa da concorrência informou ter conduzido uma “investigação complexa motivada por uma denúncia do Ministério da Saúde” Cigarros eletrônicos e produtos de tabaco estão no centro dos debates sobre saúde — Foto: Bloomberg A autoridade de defesa da concorrência da Itália aplicou, nesta quarta-feira (10), uma multa de 7 milhões de euros (US$ 8,1 milhões) à unidade italiana da Philip Morris por supostas práticas de marketing enganosas relacionadas a produtos de tabaco sem combustão. O órgão informou ter conduzido uma “investigação complexa motivada por uma denúncia do Ministério da Saúde” sobre a forma como a Philip Morris Itália promoveu produtos sem combustão, como dispositivos de tabaco aquecido e cigarros eletrônicos. “Expressões e alegações como ‘sem fumaça’, ‘produtos sem fumaça’ e ‘construindo/planejando/acelerando um futuro sem fumaça’ (...) induzem os consumidores — incluindo menores de idade — a acreditar que os produtos são inofensivos à saúde e/ou menos nocivos do que outros produtos de tabaco, especialmente os cigarros tradicionais”, afirmou a autoridade. “As evidências reunidas (...) indicam, na verdade, que o conhecimento científico e clínico atual não sustenta a alegação de que esses produtos sejam menos nocivos ou inofensivos, principalmente devido à presença de nicotina”, acrescentou o regulador. A Philip Morris Italia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Quando a investigação italiana foi iniciada, em outubro de 2025, a empresa afirmou que sua comunicação era “factual, verdadeira e totalmente consistente com a legislação italiana e europeia, que associa a ausência de fumaça à ausência de combustão”.