Omar Artan foi recebido por dezenas de apoiadores em Mogadíscio dias após ter a entrada negada pelo governo Trump Após ser impedido de entrar nos EUA, árbitro da Copa promete voltar em 2030 — Foto: Reprodução/X RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 06:19 Árbitro somali impedido de ir aos EUA é recebido como herói O árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA para a Copa do Mundo, foi recebido como herói em Mogadíscio. Determinado, Artan prometeu participar da edição de 2030. O governo dos EUA alegou motivos de segurança nacional, citando supostas ligações com terroristas, apesar de Artan ter um visto válido. A Fifa e a Somália lamentaram o episódio, mas Artan mantém sua esperança e apoio aos jovens somalis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo, retornou a Mogadíscio sob recepção de herói e prometeu participar da próxima edição do torneio, em 2030. — Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei a dar orgulho à Somália. Apesar de tudo o que aconteceu comigo, não estou desanimado — afirmou Artan a mais de 100 apoiadores e jornalistas no principal aeroporto de Mogadíscio. Veja o desembarque: Artan estava prestes a fazer história como o primeiro árbitro da Somália a trabalhar em uma Copa do Mundo. Integrante da lista final de oficiais selecionados pela Fifa para o torneio, ele também é considerado um dos principais árbitros do continente africano e foi eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025. A declaração foi recebida com aplausos dos presentes. Artan também procurou transformar o episódio em uma mensagem de incentivo aos jovens do país. — O que aconteceu, aconteceu, e foi lamentável. Sou grato pelo apoio que a Fifa me deu. A Somália é nossa, seja nas coisas boas ou ruins. Quero dizer aos nossos jovens para não perderem a esperança em nosso país. Estou agora no meu país e não há outro lugar onde eu queira estar — disse. O caso ganhou repercussão internacional após o governo dos Estados Unidos informar que havia negado a entrada do árbitro por razões de segurança nacional. Segundo autoridades americanas, Artan teria sido considerado inadmissível após uma análise de antecedentes que apontou supostas ligações com pessoas suspeitas de integrarem organizações terroristas. O governo Trump divulgou uma nota afirmando que o somali foi enquadrado nas restrições previstas pela legislação migratória americana. Um funcionário da administração confirmou posteriormente que agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) concluíram que ele representava um potencial risco à segurança nacional. A decisão gerou controvérsia porque Artan havia obtido um visto válido para viajar aos Estados Unidos poucos dias antes. Segundo a embaixada da Somália no Quênia, responsável pelo processamento do documento, todas as exigências para a emissão do visto haviam sido cumpridas. Após desembarcar em Miami vindo de Istambul, no sábado, o árbitro permaneceu detido por cerca de 11 horas no aeroporto antes de ser colocado em um voo de retorno. O episódio encerrou qualquer possibilidade de participação no torneio. Um porta-voz da Fifa confirmou que Artan não poderá mais atuar nem participar das atividades de arbitragem da Copa do Mundo, que começou nesta quinta-feira na Cidade do México. A entidade, no entanto, prestou apoio ao árbitro durante o episódio, segundo o próprio somali. O governo da Somália também lamentou o ocorrido e informou ter tentado negociar tanto com as autoridades americanas quanto com a Fifa para viabilizar a entrada de Artan no país, sem sucesso.
Barrado nos EUA, árbitro da Copa retorna à Somália como herói e promete: 'Estarei na próxima, não estou desanimado'; veja vídeo
Omar Artan foi recebido por dezenas de apoiadores em Mogadíscio dias após ter a entrada negada pelo governo Trump













