A designação pelos Estados Unidos das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas começou a valer na sexta-feira (5). Mesmo antes disso, empresas brasileiras vinham se mexendo para evitar punições do governo de Donald Trump. A preocupação se dá principalmente em setores como o financeiro e de combustíveis.

O primeiro movimento tem sido uma espécie de varredura para identificar clientes, fornecedores ou prestadores de serviço que possam ter conexão com as facções ou serem acusados disso. A classificação americana prevê sanções mesmo a quem faça transações de forma indireta ou sem conhecimento com os criminosos.

A medida de Trump foi classificada de deplorável pelo governo Lula (PT) e foi usada politicamente pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). No setor privado, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que as instituições financeiras do Brasil dispõem de mecanismos para atuar contra o crime organizado, mas vão reforçar controles.

O Café da Manhã desta quarta-feira (10) conta como a classificação americana de PCC e CV como terroristas já impacta as empresas brasileiras. A repórter da Folha Alexa Salomão explica o pente-fino que as companhias estão fazendo e analisa como a medida do governo Trump pode mexer com mecanismos de controle no setor privado.