A partir desta sexta-feira (5), o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) passarão a ser classificados nos Estados Unidos como organizações terroristas. Com a mudança, anunciada pelo Departamento de Estado na semana passada, as facções vão integrar uma lista que tem mais de 90 grupos, incluindo Hezbollah, Hamas e Al Qaeda.
Nos EUA, uma organização é considerada terrorista quando age com violência ou ameaça o território americano. A classificação prevê punições mais severas para integrantes e permite que o governo criminalize qualquer tipo de apoio e bloqueie recursos de pessoas ou instituições que possuam conexão com esses grupos —ainda que sem conhecimento.
No Brasil, a decisão foi recebida com críticas do governo e celebrada pela oposição. O presidente Lula (PT) disse que medidas unilaterais como essa enfraquecem o combate ao crime e podem afetar o sistema financeiro nacional. Especialistas em segurança pública também veem risco a acordos de cooperação. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que visitou Trump na semana passada, celebrou.
O Café da Manhã desta segunda-feira (1º) explica o que os EUA consideram terrorismo hoje, por que o narcotráfico entrou nesse rol e que resultados a "guerra ao terror moderna" tem pra mostrar. O podcast ouve Leandro Piquet Carneiro, professor de relações Internacionais da USP e coordenador da Escola de Segurança Multidimensional.











