A possibilidade de avanço de propostas legislativas com impacto bilionário nas contas públicas acendeu um alerta no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na tentativa de desarmar a pauta-bomba.
Os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e José Guimarães (Relações Institucionais) se reuniram na tarde desta terça-feira (9) com Alcolumbre para pedir que ele segure a votação de uma lista de iniciativas que inclui a renegociação de dívidas rurais, a regulamentação de pisos salariais para uma série de categorias profissionais e a ampliação de benefícios fiscais para templos religiosos.
"Apontei a preocupação com vários projetos e PECs [propostas de emenda à Constituição] que foram apresentados por senadores e deputados, da base do governo inclusive, e que muitas vezes acabam confundindo o momento político eleitoral, em que se quer dar respostas a setores. Mas a gente não pode perder de vista a responsabilidade fiscal com o país, com a economia como um todo", disse Durigan a jornalistas, horas depois da reunião.
"[Disse a Alcolumbre] Que é preciso contar com a colaboração dele, do presidente [da Câmara] Hugo Motta, com relação à responsabilidade fiscal das pautas que estão aparecendo no Congresso", acrescentou o ministro.











