Presidente do Tribunal de Contas do DF defende bloqueio de bens no Caso Master para ressarcir BRB‘O Estado é responsável também. Eu defendo salvar o banco e punir os culpados no limite das suas culpas’; diz Manoel de Andrade ao Estadão. Gerando resumoBRASÍLIA — A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira, 9, em primeiro turno o projeto que confirma o acordo feito entre o governo distrital e a União no Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrir o rombo do Banco Master no Banco de Brasília (BRB). A proposta recebeu 11 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção — haverá um segundo turno de votação. O plano prevê um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aval de bancos públicos e privados, sem garantia do Tesouro Nacional. A aprovação da proposta foi uma condição imposta por bancos para conceder o aval. A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o projeto que confirma o acordo feito entre o governo distrital e a União no Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrir o rombo do Banco Master no Banco de Brasília (BRB). PUBLICIDADEPublicidadeO governo do Distrito Federal se comprometeu a congelar reajustes salariais, concursos públicos, despesas obrigatórias e incentivos fiscais até quitar o empréstimo ou até arrumar o orçamento e conseguir nota “A+” do Tesouro Nacional — hoje a nota é “C”. O projeto transfere o prejuízo da fraude para o orçamento do Distrito Federal e deixa a administração distrital exposta a riscos jurídicos, financeiros e orçamentários, segundo parecer da Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do DF. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ao Estadão que o ministro do STF Luiz Fux, relator do processo que originou o acordo, pediu uma saída para a crise do BRB “o quanto antes” diante dos R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de cinco Tribunais de Justiça estaduais nos cofres do Banco de Brasília. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira, 9, que o aporte deverá ser feito no mês de junho. O banco está há mais de dois meses atrasado com a publicação do balanço de 2025, que mostrará o tamanho do prejuízo com o Master, calculado em R$ 8,8 bilhões. Segundo Souza, o balanço deve ser publicado após o aporte, até o dia 30 de junho. PublicidadeO valor do empréstimo solicitado pelo governo do DF é de R$ 6,6 bilhões. O acordo assinado no STF limita o financiamento a 16% da Receita Corrente Líquida, que daria R$ 6,5 bilhões até mês passado — a quantia máxima varia de acordo com a arrecadação. O restante do rombo do Master será bancado com recursos da securitização da dívida ativa do Distrito Federal, com base em uma solução contábil desenhada pela equipe econômica da administração estatal. O projeto ratifica o acordo homologado pelo Supremo para viabilizar o empréstimo. Além disso, autoriza expressamente o governo a contratar fiança com bancos públicos e privados e oferecer as transferências do FPE e do FPM como contragarantia em caso de calote. O texto autoriza ainda o governo a oferecer outros recursos como contragarantia, sem especificar quais — o acordo assinado no STF, por outro lado, não fala em outros valores. Publicidade
Câmara do Distrito Federal aprova em primeiro turno projeto para socorrer BRB com empréstimo do FGC
Governo distrital pediu empréstimo de R$ 6,6 bilhões e busca aval de bancos públicos e privados para cobrir prejuízos do Master no Banco de Brasília









