Modelo é inspirado em penitenciárias federais e vai prever regras mais rígidas O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, em seminário na FGV — Foto: Divulgação/Flávio Salgado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 19:00 Governo Lula Anuncia Reforço em Segurança de 138 Presídios com Investimento de R$ 324 Milhões O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou que o governo Lula planeja elevar 138 presídios à condição de segurança máxima, adotando regras mais rígidas inspiradas em penitenciárias federais. A medida visa combater facções criminosas, que operam em unidades concentrando 80% das lideranças criminosas monitoradas. Com um investimento de R$ 324 milhões, serão adquiridos equipamentos tecnológicos para bloquear comunicações ilícitas e reforçar a segurança. O projeto é parte do programa Brasil Contra o Crime Organizado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta terça-feira que o governo avalia ‘elevar à condição de segurança máxima’ 138 presídios do país. Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro afirmou que a mudança ocorrerá com a compra de equipamentos tecnológicos, novos protocolos de segurança e bloqueio de comunicação. O Ministério da Justiça identificou 138 unidades nas quais há atuação mais relevante de facções criminosas. Essas cadeias, juntas, concentram cerca de 18% da população carcerária brasileira e aproximadamente 80% das lideranças das organizações criminosas monitoradas pelo Serviço de Inteligência Penal Federal. — Estamos apresentando uma proposta que, embora modesta, parece digna de entusiasmo. Refiro-me, ao fato de elevar à condição de segurança máxima 138 presídios no Brasil — este número representa 10% do total — disse o ministro na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Na prática, porém, as unidades não serão transformadas em unidades de segurança máxima como as penitenciárias federais, mas terão regras mais rígidas de segurança e acesso mais restrito. As unidades terão como referência presídios de segurança máxima na definição de protocolos, treinamentos e recebimento de equipamentos tecnológicos como scanners e raio-x. Porém, não serão iguais aos presídios federais, mudança que demandaria mais uma série de outras intervenções e procedimentos. —Como é que nós fazemos isso? Primeiro, utilizando equipamentos tecnológicos, kits que nós vamos comprar e distribuir para esses presídios, segundo, estabelecendo protocolos — afirmou — Tem que ter a interdição da comunicação entre as lideranças das organizações criminosas, interrompendo-se esse fluxo. Inicialmente, nós adquirimos quinze mochilas com tecnologia para identificar a presença de telefones celulares, mesmo que estejam embaixo do solo ou dentro da parede, mesmo que estejam desligados. Nós identificamos a presença dos telefones e os retiramos — afirmou o ministro nesta terça-feira. As unidades foram definidas com base no mapa das organizações criminosas da Secretaria Nacional de Políticas Penais, levando em conta critérios de segurança e inteligência penal. As 138 unidades prisionais estão distribuídas nas cinco regiões do país: Norte (23), Nordeste (45), Centro-Oeste (15), Sudeste (38) e Sul (17). O Ministério da Justiça prevê R$ 324 milhões para as adaptações nas unidades, dos quais R$ 184,9 milhões já estão em processo de aquisição. Para essas unidades, foram comprados 276 equipamentos de raio-x. O planejamento prevê o envio de duas máquinas para cada um dos presídios, em investimento de R$ 36 milhões. Também foram adquiridos 138 scanners corporais, por mais R$ 38 milhões. Esses equipamentos ampliam a capacidade de detecção de materiais ilícitos e reforçam os mecanismos de controle e rigidez de acesso às unidades prisionais. O foco da pasta é impedir especialmente que celulares entrem nas unidades prisionais. Além disso, foram compradas 365 viaturas, por R$ 108 milhões, para que cada uma das 138 unidades receba três viaturas, sendo, ao menos, uma blindada. Os veículos serão usados para ações de escolta, transporte e operações de segurança penitenciária. Às vésperas da eleição, o governo tem buscado fazer um enfrentamento mais firme ao crime organizado no Brasil. Apontado como um dos principais problemas pelos brasileiros, a segurança pública deverá ser um dos principais temas da corrida presidencial. A gestão petista também busca se posicionar na desarticulação de facções em meio a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas pelos Estados Unidos, medida que contraria o ponto de vista do governo brasileiro que vê interferência norte-americana em temas domésticos, e atende interesses da oposição.
Ministro da Justiça diz que governo Lula tem plano para ‘elevar à condição de segurança máxima’ 138 presídios
Modelo é inspirado em penitenciárias federais e vai prever regras mais rígidas






