"Você é sionista?"
"Sim, claro."
Foi o suficiente.
Após uma breve entrevista de rua em Jerusalém, a estudante turca Türkü Avcı, 27, tornou-se alvo de uma campanha de perseguição em seu país. O vídeo viralizou. Milhares exigiram sua prisão. Outros pediram seu estupro ou assassinato. Jornalistas pró-governo divulgaram dados pessoais de sua família. Pouco depois, Avcı descobriu que havia um mandado de prisão contra ela na Turquia.
Seu suposto crime não envolveu violência ou incitação —apenas a expressão de uma opinião considerada incompatível com sua identidade. Em uma Turquia profundamente polarizada sob o governo de Recep Tayyip Erdogan, esse tipo de delito ideológico tornou-se familiar. Mas está longe de ser exclusivo do país.






