Novo gestor do Theatro Municipal de São Paulo, Edilson Ventureli, diretor-executivo do Instituto Baccarelli, diz que as óperas montadas sob o seu comando não terão conteúdo político nem identitário.

"Uma coisa é clara: nenhum espetáculo vai ter ideologia política, nem para um lado, nem para o outro", afirma o maestro.

A partir deste mês, o Baccarelli assume um dos equipamentos culturais mais importantes do país, o que inclui seus corpos estáveis —a Orquestra Sinfônica Municipal (OSM), o Balé da Cidade de São Paulo e os coros.

Jorge Takla assume a direção artística, Luiz Fernando Bongiovanni lidera o balé e Roberto Minczuk continua como regente titular, mas com uma diferença —o diretor musical agora é Fabio Meccheti.

De 2021 até maio deste ano, o Municipal foi administrado pela Sustenidos, entidade que esteve no centro de uma série de controvérsias. Uma delas diz respeito ao modo como óperas canônicas foram alteradas para dialogar com pautas progressistas.