Em um mundo em que crianças e adolescentes crescem cercados por inteligência artificial, redes sociais, golpes digitais, excesso de telas, apostas online, exposição precoce a conteúdos inadequados e desafios emocionais cada vez mais complexos, uma startup brasileira quer ocupar um espaço que vem ganhando atenção entre pais e educadores: a educação complementar para a vida real. A Leyla School nasce com a proposta de reunir especialistas de diferentes áreas para ensinar temas que são cada vez mais importantes na formação de crianças e adolescentes, mas que ainda costumam ficar fora da grade escolar tradicional. A plataforma está em fase de estruturação e produção, com investimento robusto em tecnologia, conteúdo, pedagogia e audiovisual. O projeto envolve gravações profissionais, direção de imagem, edição cinematográfica, animações, design instrucional, equipe pedagógica, aplicativo próprio e conteúdos adaptados para diferentes faixas etárias. A proposta da Leyla School não é substituir a escola tradicional, mas complementar a formação dos alunos com assuntos práticos, atuais e fundamentais para o mundo em que eles já estão vivendo. "A escola continua sendo essencial. Mas existem temas que a vida cobra cedo demais e que muitas crianças acabam aprendendo sozinhas, do jeito errado ou tarde demais. A Leyla School foi criada para preencher essa camada que faltava", afirma a equipe do projeto. Professores da FGV, especialistas em IA, psiquiatra infantil e PhD em Relações Internacionais A tese central da plataforma é que existe uma camada da educação infantil que a escola tradicional não foi feita para ensinar sozinha: a preparação para os desafios concretos do mundo contemporâneo. Isso inclui temas como pensamento crítico diante da inteligência artificial, proteção contra golpes online, educação financeira, autocuidado, comunicação, saúde emocional, tomada de decisão e percepção de riscos. Fundador estudou em escola escocesa frequentada pelo Rei Charles III e prepara livro sobre formação infantil A Leyla School foi idealizada por JL Soares, José Lemes Soares, que defende que a educação precisa acompanhar a velocidade das mudanças sociais e tecnológicas. Parte dessa visão vem também de sua própria trajetória educacional. JL Soares estudou em Gordonstoun, tradicional escola escocesa conhecida por sua proposta formativa e por ter recebido membros da família real britânica, incluindo o então príncipe Charles, hoje Rei Charles III. Um dos principais diferenciais da Leyla School está na formação de um corpo de especialistas para conduzir os módulos. Durante sua passagem pela instituição, sua história chamou a atenção dos próprios alunos, que produziram um documentário sobre sua vida na escola. O trailer do documentário pode ser assistido no site da Leyla School. Segundo JL Soares, a experiência reforçou uma percepção que mais tarde se tornaria a base da Leyla School: mesmo em ambientes educacionais de alto padrão, ainda existe uma lacuna na preparação das crianças para temas práticos da vida real. Essa reflexão também está no centro do livro Os Anos Mais Importantes da Minha Vida, no prelo, com lançamento previsto para 10 de agosto de 2026. A obra discute o descompasso entre o que a escola tradicional ensina e o que a vida adulta efetivamente exige — e propõe uma reflexão sobre o que pais e educadores podem fazer, nos anos decisivos da formação, para preparar a próxima geração para o mundo que a espera. Para JL Soares, o livro e a Leyla School partem da mesma inquietação: crianças e adolescentes precisam ser preparados não apenas para provas, mas para decisões, riscos, emoções, dinheiro, tecnologia, convivência e futuro. "Mesmo em uma das escolas mais tradicionais do mundo, eu percebi que havia assuntos fundamentais que não eram ensinados com a profundidade que a vida exige. Foi essa inquietação que, anos depois, ajudou a dar origem à Leyla School", afirma JL Soares, José Lemes Soares. Para estruturar o projeto, a Leyla School reuniu especialistas, pedagogos, desenvolvedores, animadores, editores, profissionais de produção audiovisual e tecnologia. A empresa afirma que o objetivo é unir conteúdo de autoridade, linguagem acessível e uma experiência digital moderna. Primeira turma terá vagas limitadas A primeira turma da Leyla School será lançada no formato de turma fundadora, com número limitado de famílias. A proposta é iniciar a operação com um grupo reduzido, acompanhar de perto a experiência dos pais e das crianças e evoluir a plataforma a partir dos primeiros usuários. As famílias fundadoras terão acesso às primeiras condições especiais, participação em um grupo fechado de pais e prioridade em futuras atualizações da plataforma. Entre os nomes que integram o quadro de professores está Wesley Borges, professor da Fundação Getulio Vargas, responsável pelo módulo de Educação Financeira. Com atuação em risco, modelagem financeira e passagem por grandes instituições do setor, Wesley foi vencedor do Prêmio ANPEC-FEBRABAN de Economia Bancária 2024, reconhecimento que reforça a autoridade técnica por trás do conteúdo financeiro da Leyla School. Com uma combinação de especialistas, tecnologia, pedagogia, produção audiovisual e temas de alta relevância para a infância contemporânea, a Leyla School busca se posicionar como uma das primeiras escolas complementares do Brasil voltadas especificamente à formação de crianças e adolescentes para os desafios do mundo real. Caso consiga validar seu modelo com as primeiras famílias e escalar a operação, a Leyla School pode deixar de ser apenas uma startup educacional para se tornar uma das marcas mais relevantes da nova educação infantil no Brasil. A empresa nasce com uma tese clara: a formação das crianças não pode mais depender apenas do currículo tradicional. Inteligência artificial, dinheiro, segurança digital, saúde emocional, comunicação, riscos da vida e pensamento crítico já fazem parte da infância moderna — e alguém precisa ensinar isso com seriedade. Nesse cenário, a Leyla School tem potencial para ir além da recuperação do investimento inicial: pode atrair parceiros estratégicos, escalar novas turmas, ampliar sua base de famílias e construir uma plataforma de alto valor no setor educacional. Se a ideia ganhar tração, a Leyla School pode mirar algo raro no mercado brasileiro de educação infantil: transformar uma proposta complementar em uma marca de escala nacional — e, no longo prazo, em uma startup com potencial bilionário. A aposta é ousada: usar tecnologia, especialistas e pedagogia para criar uma nova categoria de educação complementar infantil no Brasil. Mais do que oferecer aulas, a startup quer ajudar famílias a responder uma pergunta cada vez mais urgente: quem está preparando as crianças para aquilo que a vida vai cobrar delas fora da sala de aula? A plataforma também conta com Oscar Asakura, professor e pesquisador em inteligência artificial com mais de 30 anos de experiência na área, à frente dos conteúdos ligados à Inteligência Artificial e ao pensamento lógico. Outro destaque é o módulo de Riscos da Vida, conduzido por Pedro Ferreira, psiquiatra infantil com vasta experiência na área e passagem pelo Hospital Sírio-Libanês e pelo Hospital Israelita Albert Einstein. A Leyla School também reúne um PhD em Relações Internacionais, professor da FAAP, responsável por traduzir temas globais para a linguagem de crianças e adolescentes. Esses nomes são apenas parte do corpo de especialistas da plataforma, que também inclui profissionais ligados à medicina, segurança digital, nutrição, comunicação, inteligência emocional, empreendedorismo, civilidade, leis e desenvolvimento humano. Ao todo, a Leyla School prepara 15 módulos, incluindo temas como Inteligência Artificial, Pensamento Lógico, Educação Financeira, Empreendedorismo, Segurança Digital e Autodefesa Online, Inteligência Emocional, Resolução de Conflitos, Comunicação, Etiqueta Social, Corpo e Saúde, Nutrição, Relações Internacionais, Civilidade e Leis, além do módulo Riscos da Vida. Coordenação pedagógica escolhida em processo com mais de mil candidatas Para transformar o conteúdo dos especialistas em aulas realmente adequadas para crianças e pré-adolescentes, a Leyla School estruturou uma coordenação pedagógica própria. À frente desse processo está Priscila Bevilacqua, Psicopedagoga Clínica Bilíngue ABPp/SP-1710, advogada inscrita na OAB/SP 202366, formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Direito Internacional pela Georgetown University, especialista em Direito Educacional, mediadora de conflitos certificada pela NYU e educadora com cerca de 10 anos de experiência em educação bilíngue e internacional. Segundo a Leyla School, Priscila foi escolhida após um processo seletivo que avaliou mais de mil pedagogas e profissionais da área educacional. Um dos diferenciais observados pela empresa foi justamente a combinação entre sua atuação psicopedagógica e sua ampla experiência no Direito, especialmente em temas ligados à educação, responsabilidade civil, bullying, cyberbullying, mediação de conflitos escolares, inclusão, LDB e Lei Brasileira de Inclusão. Para a Leyla School, essa combinação é estratégica: a plataforma aborda temas sensíveis da infância contemporânea e precisa unir cuidado pedagógico, linguagem adequada à idade e responsabilidade institucional. Além de Priscila, outras três pedagogas auxiliaram no processo de leitura crítica, adaptação e revisão dos conteúdos, garantindo que os módulos não sejam apenas tecnicamente corretos, mas compreensíveis, seguros e adequados para cada faixa etária. "Participar da criação do projeto educacional da Leyla School desde sua concepção tem exigido dedicação, estudo rigoroso, escuta e reflexão. É muito gratificante desenvolver um projeto alinhado ao que acredito para a educação desta geração. Saber que fui escolhida, entre tantos profissionais, para compor o time pedagógico dessa iniciativa me trouxe realização e, ao mesmo tempo, um enorme senso de responsabilidade. O projeto é incrível", afirma Priscila Bevilacqua. Cerca de 350 aulas e uma produção educacional em larga escala A dimensão do projeto também aparece no volume de conteúdo. A Leyla School deve reunir cerca de 350 aulas, distribuídas entre os módulos e adaptadas para diferentes faixas etárias. A produção envolve uma estrutura multidisciplinar formada por especialistas, pedagogos, designer instrucional, desenvolvedores, animadores, equipe audiovisual e profissionais de edição. Apenas na etapa de edição das aulas, a Leyla School contou com sete editores distintos, além de profissionais dedicados à organização pedagógica, roteiro, captação, animação e finalização dos conteúdos. Para dar dimensão ao tamanho da operação, somente em produção audiovisual, incluindo gravações, edição, captação, estrutura técnica, animações e finalização, a Leyla School projeta investimento superior a R$ 500 mil. Já no desenvolvimento das três versões do aplicativo — uma para os pais, uma para crianças de 7 a 10 anos e outra para pré-adolescentes de 11 a 14 anos — o investimento supera R$ 380 mil. Esses valores não incluem a contratação de especialistas, pedagogas, designer instrucional, editores, animadores, equipe de conteúdo e demais profissionais envolvidos na construção da plataforma. A produção milionária da startup tem um objetivo claro: remodelar a educação complementar infantil no Brasil, unindo conteúdo de autoridade, tecnologia, pedagogia e experiência audiovisual em uma plataforma criada para preparar crianças e adolescentes para os desafios do mundo real. A empresa afirma que o objetivo não é apenas lançar mais um curso online, mas criar uma nova categoria de formação complementar para famílias que entendem que a educação tradicional continua essencial, mas já não consegue responder sozinha a todas as exigências da infância contemporânea. Temas sensíveis com linguagem adequada O módulo Riscos da Vida será um dos mais sensíveis da plataforma. A proposta é abordar, com linguagem adequada à idade, assuntos como exposição precoce a conteúdo adulto, drogas, apostas, manipulações digitais, riscos online e situações que exigem preparo emocional e orientação familiar. Segundo a equipe da Leyla School, a intenção não é assustar crianças ou famílias, mas preparar. "Quando certos temas são completamente evitados, muitas vezes a criança encontra esse conteúdo sozinha, sem maturidade e sem orientação. O objetivo é ajudar os pais a chegarem antes, com linguagem responsável, pedagógica e adequada para cada fase", explica a equipe. Conteúdo de especialista, linguagem de criança A Leyla School foi pensada para crianças e pré-adolescentes de 7 a 14 anos, com conteúdos divididos em abordagens diferentes: uma para crianças de 7 a 10 anos e outra para pré-adolescentes de 11 a 14 anos. Esse cuidado pedagógico é parte central do projeto. A proposta é transformar o conhecimento de especialistas em aulas compreensíveis, aplicáveis e interessantes para cada faixa etária. Na prática, isso significa que temas complexos — como inteligência artificial, finanças, segurança digital, saúde, comportamento e riscos sociais — são adaptados para uma linguagem que a criança consiga entender, sem perder profundidade. A construção do conteúdo envolve pedagogos, designer instrucional, especialistas, editores e profissionais de audiovisual. Cada aula passa por um processo de adaptação para que o tema não seja apenas tecnicamente correto, mas também adequado à idade e aplicável à vida real. "Não basta colocar um especialista na frente da câmera. O desafio é transformar esse conhecimento em algo que uma criança entenda, absorva e consiga aplicar na própria rotina", afirma a equipe pedagógica da plataforma. Três aplicativos integrados e padrão tecnológico internacional Além dos módulos, a Leyla School está sendo construída como um ecossistema digital completo. O projeto prevê três aplicativos integrados: um para os pais, um para crianças de 7 a 10 anos e outro para pré-adolescentes de 11 a 14 anos. A área dos pais deve permitir acompanhamento da evolução dos filhos, visualização de atividades, organização de missões e participação mais ativa no processo de aprendizagem. Já as versões para crianças e pré-adolescentes terão linguagem, ritmo visual e recursos adaptados a cada idade. Entre os profissionais envolvidos no desenvolvimento da plataforma está também um desenvolvedor japonês, reforçando a ambição da Leyla School de construir um produto com padrão tecnológico internacional. A proposta é entregar uma experiência com padrão visual e tecnológico acima do que costuma ser visto em cursos online infantis. A empresa afirma que o objetivo é unir conteúdo de autoridade, pedagogia, tecnologia e experiência audiovisual em um mesmo ambiente. Missões da vida real Um dos conceitos centrais da Leyla School são as chamadas missões da vida real. Depois de uma aula de educação financeira, por exemplo, a criança pode ser incentivada a participar de uma compra supervisionada no mercado, entendendo orçamento, escolhas e prioridades. Após uma aula de comunicação, pode receber uma missão envolvendo conversa, apresentação ou interação familiar. Em inteligência emocional, a atividade pode envolver identificação de sentimentos e diálogo com os pais. A plataforma defende que o aprendizado infantil precisa ser vivido, não apenas consumido. "Não queremos criar mais tempo de tela sem propósito. Queremos usar a tecnologia como ponto de partida para experiências reais, conversas em família e desenvolvimento de habilidades que não cabem apenas numa prova", afirma a equipe da Leyla School. Recompensas, responsabilidade e educação financeira Outro recurso previsto no aplicativo são os sistemas de recompensa da plataforma, como os Leyla Points e os Leyla Coins. Os Leyla Points funcionam como pontos ligados à conclusão de missões educativas e podem ser convertidos em recompensas definidas pelos próprios pais, como uma atividade em família, um passeio ou outro incentivo compatível com a realidade de cada casa. Já os Leyla Coins foram pensados como uma ferramenta de educação financeira e responsabilidade. A proposta é que os pais possam usar o recurso para ensinar a relação entre esforço, colaboração, valor gerado e recompensa. A lógica, segundo a Leyla School, é simples: a criança precisa aprender cedo que dinheiro não aparece sozinho. Ele está ligado a esforço, responsabilidade, contribuição e escolhas. Uma resposta ao novo cenário da infância O lançamento da Leyla School acontece em um momento em que famílias de todo o mundo discutem o impacto das telas, da inteligência artificial, das redes sociais e da hiperconectividade na formação das crianças.
Startup brasileira reúne especialistas para criar escola complementar sobre IA, finanças, segurança digital e vida real
Leyla School prepara lançamento com 15 módulos, cerca de 350 aulas, três aplicativos integrados e uma superprodução educacional para crianças e adolescentes














