O ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo, em Campinas, no interior de São Paulo, preso na Operação Infiltrados, nesta terça-feira (9), ingressou no órgão já com a intenção de cometer crimes, segundo investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Além dele, foram presos um ex-policial civil e um chefe de investigadores da Polícia Civil. Eles são investigados sob suspeita de serem infiltrados do PCC (Primeiro Comando da Capital) na polícia e na Promotoria, e envolvimento em plano de atentado para matar Amauri Silveira Filho, promotor de Justiça do Gaeco.

O ex-estagiário, segundo a investigação, teria se infiltrado, de forma planejada, em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos.

Questionada, por email, sobre a atuação do ex-estagiário na manhã desta terça-feira, a Promotoria ainda não se manifestou.

O ex-estagiário, atualmente advogado, usou bancos de dados e sistemas de pesquisa do Ministério Público para identificar criminosos de alto poder econômico para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção em investigações.