Embora não exista uma posição ideal para dormir, algumas podem ser piores que outras, sobretudo em quem tem apneia obstrutiva do sono, refluxo, dor cervical ou lombar, por exemplo. Ajustes como deitar-se sobre o lado esquerdo e adequar a altura do travesseiro podem ajudar em alguns casos. Em outros, tentar controlar demais a posição pode virar mais uma fonte de preocupação.

Nas redes sociais, porém, a discussão ganhou contornos mais amplos, especialmente com conteúdos que associam determinadas posições de dormir à melhora da circulação "linfática".

O problema é que muitas dessas publicações confundem o sistema linfático, responsável pela drenagem de fluidos e pela resposta imune, com o sistema glinfático, mecanismo descrito no cérebro e relacionado à remoção de resíduos metabólicos.

Um dos estudos mais citados nessa discussão foi publicado em 2015 no Journal of Neuroscience. Feito em roedores anestesiados, o trabalho comparou o transporte glinfático cerebral em diferentes posições corporais e observou maior eficiência em posição lateral.

O achado sugere uma possível relação entre postura e funcionamento do sistema glinfático, mas não avaliou pessoas dormindo nem a circulação linfática periférica do corpo humano.