A tendência surge apesar das perturbações nas viagens a nível mundial devido à guerra no Irão. Os executivos vêem a procura a aumentar e dizem que os clientes abastados absorvem os custos, não esquecendo que os jactos privados são alvo de críticas de grupos climáticos e de activistasÀ medida que o aumento dos preços do combustível para aviões, provocado pela guerra do Irão, se repercute no mercado global de viagens, uma elite abastada de presidentes de empresas, celebridades e estrelas do desporto voa em jactos privados em maior número do que nunca, para eventos de luxo, desde o Grande Prémio do Mónaco ao festival de cinema de Cannes.O fenómeno é mais um sinal da chamada economia "em forma de K" que se está a manifestar em todos os mercados de consumo, do luxo à restauração, dizem os observadores da indústria, uma vez que os viajantes com rendimentos elevados gastam mais, enquanto os grupos de rendimentos médios e baixos apertam o cinto, com as transportadoras de baixo custo, em particular, a sentirem o aperto.O custo do combustível para os aviões duplicou desde o início da guerra, no final de Fevereiro, obrigando as companhias aéreas mundiais a cancelar voos e a aumentar os preços dos bilhetes, enquanto os ataques com mísseis e drones no Golfo fizeram com que os voos caíssem para quase metade numa região que era um centro de ligações globais.
A guerra perturba a aviação, mas mercado de jactos privados levanta voo
Aumenta a procura de jactos e nota-se no GP do Mónaco ou nas reservas para o Mundial. Contra as perturbações na aviação, viajantes mais abastados trocam a primeira classe dos aviões pelos jactos.










