A prática de atividade física pode minimizar os prejuízos cognitivos associados à quimioterapia, mostra um estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, publicado no Journal of the National Comprehenisve Cancer Network.

O chamado chemobrain (termo em inglês que, em tradução livre, significa algo como "cérebro de quimioterapia") é um conjunto de alterações que afeta memória, atenção, concentração e velocidade de raciocínio em razão do tratamento oncológico.

Estima-se que 3 em cada 4 pacientes que estão em quimioterapia sofrem com sintomas cognitivos que formam o chamado "nevoeiro cerebral". Entre eles estão raciocínio geral mais lento, esquecimento de fatos recentes e dificuldade de fazer tarefas ao mesmo tempo, o que traz grande impacto na vida cotidiana, no trabalho e nas atividades sociais. O diagnóstico é feito baseado em sintomas clínicos, já que não há exames de imagem ou de laboratório capazes de confirmá-lo.

As causas do chemobrain não são bem conhecidas. "A principal seria um estado inflamatório leve, mas crônico, de certas áreas do cérebro, causado pela quimioterapia", explica o oncologista Sergio Simon, do Einstein Hospital Israelita.

Sabe-se que nosso organismo produz proteínas pró-infamatórias e proteínas antinflamatórias. "Dependendo da relação entre esses dois grupos de substâncias, os processos metabólicos podem ser inflamatórios, caso do chemobrain, ou anti-inflamatórios, como se vê após a realização de exercícios", pontua Simon.