O cinema fantástico possibilita uma série de brincadeiras visuais que em outros gêneros poderiam se tornar excessivas. O diretor paulistano Matheus Marchetti já havia mostrado, em filmes de baixo orçamento, um olhar criativo para a construção de imagens instigantes. O fantástico foi justamente sua escola.
"Labirinto dos Garotos Perdidos" é uma espécie de ponto de virada em seu cinema, o momento em que finalmente encontra um público maior, graças à distribuição da plataforma de streaming Filmicca, que começou a exibir seus filmes, ainda que continue trabalhando com orçamento modesto.
O longa tem elementos de horror e fantasia, mas é anunciado e apresentado como uma comédia romântica queer, de encontros desastrados em busca do parceiro ideal. Como sempre em seu cinema, o filme também é muito musical.
Um jovem chamado Miguel, personagem de Giuliano Garutti, chega a São Paulo para o vestibular numa universidade de música. Ele planejava estudar bastante, mas o interesse maior se desloca para outro lugar, e por isso marca encontros por aplicativo.
Nenhum dos rapazes que encontra corresponde ao seu ideal, mas isso ele só descobre depois de um tempo, e continua tentando, pois, como diz, São Paulo é uma cidade em que sempre tem alguma coisa acontecendo.














