O Brasil registrou cerca de 43 casamentos entre pessoas do mesmo sexo por dia em 2025, o equivalente a quase duas uniões por hora, segundo dados da Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) divulgados neste domingo (7), dia em que São Paulo recebe a 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+.

Foram 15.520 casamentos homoafetivos no ano passado. Em comparação com 2024, quando 14.247 uniões foram registradas em cartório, o aumento foi de 8,9%.

Números preliminares de 2026 indicam que a tendência deve permanecer em alta. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados mais de 6.000 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, volume que pode levar a um novo recorde ao fim do ano, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, plataforma nacional administrada pela Arpen.

O resultado de 2025 representa ainda um crescimento de 11% em relação a 2013, ano em que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) publicou a Resolução nº 175, que proibiu os cartórios de recusarem a celebração de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Na comparação com 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, o crescimento chega a 78%. Naquele período, foram registrados cerca de 8.700 casamentos homoafetivos. O avanço, porém, deve ser analisado com cautela, já que as restrições impostas durante a crise sanitária reduziram a realização de cerimônias em todo o país. Em 2019, antes da pandemia, foram contabilizadas 12.957 uniões homoafetivas.