PUBLICIDADE A 30ª edição do evento ocorre em meio a queda de patrocínio e debates sobre política e eleições Parada do Orgulho LGBT+: trio eletrico atravessa região da Avenida Paulista — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/06/2026 - 18:00 Parada LGBT+ em SP: Público de 36,8 mil e corte de patrocínios A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo reuniu 36,8 mil pessoas, conforme levantamento da USP. O evento, realizado na Avenida Paulista, enfrentou uma queda de 60% no patrocínio e debates políticos, com foco na importância do voto e defesa dos direitos LGBT+. Houve redução de trios elétricos e resistência política, incluindo um projeto de lei que visa limitar a participação de menores e a interdição de vias para o evento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que tem a 30ª edição neste domingo (7), chegou a reunir 36,8 mil pessoas na Avenida Paulista, de acordo com levantamento realizado pelo "Monitor do debate político", feito pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (Cebrap-USP) e pela ONG More in Common. Por volta das 14h37, no momento com maior concentração, a Parada LGBT+ somava entre 32,3 mil e 41,2 mil pessoas, uma vez que a margem de erro é de 12%. Em 2025, a estimativa de pico de publico foi de cerca de 48,7 mil pessoas; em 2024, eram 73,6 mil presentes, segundo o mesmo levantamento. O método do Cebrap/USP e ONG More in Common tem uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de indivíduos para estimar o público de grandes eventos. O erro percentual absoluto médio é de 12%, para mais ou para menos, em imagens aéreas com mais de 500 pessoas. 30ª Parada do Orgulho LGBT+ acontece em São Paulo 1 de 5 Parada do Orgulho LGBT+ acontece em SP neste domingo — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo 2 de 5 Parada do Orgulho LGBT+: participantes concentrados na proximidade do Masp — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Parada do Orgulho LGBT+: evento acontece após votação de projeto de lei municipal mirar a presença de crianças — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo 4 de 5 Parada do Orgulho LGBT+: famílias marcam presença no evento — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo X de 5 Publicidade 5 de 5 Parada do Orgulho LGBT+: trio eletrico atravessa região da Avenida Paulista — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo Evento aconteceu sob o tema "A rua convoca, a urna confirma" A 30ª edição da Parada teve queda no número de patrocinadores e trios elétricos — além de enfrentar resistências políticas, a exemplo de um projeto de lei municipal que tenta limitar a celebração. Política em pauta — Hoje podemos por a bandeira do Brasil na nossa causa, símbolo que por muito tempo foi apropriado pela extrema-direita — diz a frequentadora e assistente social Silvia Maria de Lima, de 58 anos, que trabalha em uma ONG voltada para o atendimento de pessoas portadoras de HIV. A Associação da Parada do Orgulho LGBT, ONG responsável pela organização e atualmente presidida por Nelson Matias Pereira, calcula que, entre 2025 e 2026, a saída de grandes empresas patrocinadoras provocou uma queda de 60% na receita destinada à realização da festa. No ano passado, foram 12 marcas apoiando o evento. Em 2026, são apenas três empresas: a patrocinadora oficial Amstel, o Grupo L'Oréal no Brasil como copatrocinador e a Philip Morris Brasil como apoiadora. Avenida Paulista, em São Paulo, recebe 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo Neste ano, foi confirmado o desfile de 14 trios elétricos, uma queda em relação a infraestrutura de 2025, quando houve 19.O encolhimento ocorre em meio a uma retração global de investimentos corporativos em diversidade e inclusão. Na Câmara de Vereadores da capital paulista, em maio, um projeto de lei aprovado em primeira votação tenta proibir a presença de crianças e adolescentes e eventos públicos e privados que façam "alusão ou fomente práticas LGBT+". O texto tenta ainda impor uma classificação indicativa para maiores de 18 anos e multas em caso de descumprimento, além de impedir a interdição de vias públicas para realização de eventos como a Parada.
Parada LGBT+ chegou a reunir 36,8 mil pessoas neste domingo em São Paulo, mostra levantamento da USP
A 30ª edição do evento ocorre em meio a queda de patrocínio e debates sobre política e eleições












