Realizada desde 1997 na avenida Paulista, em São Paulo, a Parada do Orgulho LGBT+ perdeu patrocinadores e recursos desde seu auge na arrecadação. Segundo a organização do evento, nas edições de 2022 e 2023, a Parada amealhou cerca de R$ 5 milhões com sete marcas em cada temporada, realidade distante dos R$ 2 milhões estimados para este ano, em que a Amstel, do grupo Heineken, e a L’Oréal são as únicas patrocinadoras.
Nos últimos cinco anos, saíram da lista de patrocinadores marcas como Burger King, Jean Paul Gaultier, Mercado Livre, Sephora, Smirnoff, Terra e Vivo.
Diante da saída de empresas interessadas em associar suas marcas ao evento, a organização tem procurado parlamentares do campo progressista para diminuir sua dependência de patrocinadores para as próximas edições. Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), disse à Folha que já tem batido à porta de deputados para obter verba para o evento do ano que vem.
"A gente fez um caminho que foi, pela primeira vez, trabalhar com um hub de emendas. A gente entende que as emendas estão lá e são públicas. Desde que eu faça tudo corretamente, com um plano de trabalho e prestação de contas, elas podem ser usadas", afirma Pereira.












