Impulsionados, segundo especialistas, por divorciados e viúvos que voltam a se relacionar após os 50 anos, 241 contratos de namoro foram registrados em 2025, o maior número desde que a modalidade começou a ser contabilizada pelo Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF).
Em 2016, haviam sido apenas 26 atos. O crescimento acumulado no período alcança 827%. Na comparação com 2022, quando foram registrados 93 contratos, a alta é de 159%.
O contrato de namoro é um documento por meio do qual o casal declara formalmente que mantém uma relação afetiva, mas sem a intenção de constituir união estável naquele momento. Embora não impeça automaticamente o reconhecimento da união estável pela Justiça, o instrumento funciona como um elemento de prova da intenção manifestada pelas partes.
Os números aparecem em meio a mudanças na composição das famílias brasileiras. Dados do IBGE mostram que quase um terço dos casamentos realizados atualmente no país envolve ao menos uma pessoa divorciada ou viúva.
O percentual passou de 13,5% em 2004 para 31,1% em 2024. Atualmente, cerca de 3 em cada 10 divórcios registrados no Brasil envolvem pessoas com mais de 50 anos, faixa etária associada ao chamado divórcio cinza.












