A redução no imposto de importação sobre os vinhos da União Europeia, iniciada em maio deste ano, pode levar os rótulos portugueses a ultrapassarem os argentinos em participação no mercado brasileiro. A estimativa é da Comissão Vinícola Regional do Alentejo e da Adega Cartuxa, que também é dona de marcas como EA e Pêra-Manca.
A implementação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul já resultou em um corte no imposto de 27% para 24% em maio deste ano. A partir de janeiro de 2027, a tributação será reduzida em três pontos percentuais ao ano até ser zerada em 2034.
Atualmente, os vinhos portugueses detêm cerca de 18% do mercado brasileiro, considerando os produtos de todas as vinícolas daquele país. A expectativa da Cartuxa é que essa fatia cresça para 22% do valor das vendas ao longo desse período.
Esse ganho de quatro pontos percentuais é visto como muito expressivo e permitiria que Portugal ultrapassasse a Argentina, assumindo a segunda posição entre os principais fornecedores de vinho para o Brasil, ficando atrás apenas do Chile.
Com esse cenário, a adega portuguesa projeta um crescimento de até 15% no seu faturamento no Brasil, que representa hoje cerca de 30% das suas vendas globais. O país é o maior mercado da marca depois de Portugal.












