A justiça do Peru decidiu, na sexta-feira 5, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, enviar a julgamento o candidato da esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, por suposta declaração falsa de financiamento de seu partido há cerca de seis anos.
O candidato enfrentará no domingo a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori em um segundo turno que se anuncia acirrado. Sua realização não será impactada pela ordem judicial, pois cabe apelação.
Além disso, se vencer as eleições, Sánchez, congressista e ex-ministro de 57 anos, teria imunidade, segundo previsto pela Constituição.
“Decreta-se o auto de persecução penal, em consequência declara-se haver mérito para o julgamento oral contra Roberto Sánchez Palomino”, leu o juiz Adolfo Farfán, após uma audiência virtual de dois dias.
O Ministério Público peruano, que pediu pena de cinco anos e quatro meses de prisão, declarou “de acordo com” a resolução.













