Legado da pandemia do novo coronavírus, o Sistema Remoto de Votações (SDR) na Câmara dos Deputados surgiu para manter a Casa em funcionamento apesar das medidas de restrição, mas se tornou mecanismo de “defesa” dos parlamentares na análise de projetos sensíveis.

O sistema de votação remota virou instrumento de poder na mão do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Lira flexibilizava o regime de votações conforme as matérias em pauta no plenário, como faz agora o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). (veja mais detalhes aqui)

Apesar da não exposição nas discussões no plenário, os deputados não conseguem escapar do desgaste nas redes sociais, como a publicação de listas de como votou cada deputado, separados por partidos, estados, que acabam expondo os deputados à opinião pública.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com o projeto que criou um pacote de benefícios a partidos políticos.

Por isso, apesar de constar na pauta uma sessão presencial, o voto por aplicativo dispensa o parlamentar de estar no plenário para votar e discutir a matéria (leia mais abaixo). Atualmente, a Câmara exige votação presencial apenas às quartas-feiras, das 16h às 22h.