Demetrio Farah, o ex-controlador-geral do governo de Cláudio Castro — Foto: Divulgação Durou pouco a passagem do ex-secretário Demetrio Abdennur Farah Neto na Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa). Para ser mais preciso, exatos 12 dias. Chefe da Controladoria-Geral do Estado (CGE) de Cláudio Castro, ele foi exonerado em abril pelo governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto. Pouco mais de um mês depois, em 13 de maio, Farah Neto, que é policial civil, foi cedido à Agenersa, responsável por regular e fiscalizar que empresas de distribuição de água, esgoto e gás canalizado cumpram acordos, metas de qualidade e ofereçam preços justos. No último dia 25, no entanto, o ex-secretário de Castro pediu para retornar à Secretaria de Polícia Civil (Sepol-RJ). Alegou motivos pessoais. O pedido ocorreu quatro dias depois de a coluna mostrar que Farah Neto fora realocado na agência onde iria se deparar com contratos bilionários de concessão de serviços públicos assinados justamente ao longo da gestão de Castro, seu ex-chefe.
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