O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta sexta-feira (5) um plano conjunto de US$ 518 milhões para combater o surto de ebola ao longo dos próximos seis meses. Ele também apelou por recursos financeiros e compromisso político para conter a disseminação da doença, que já é o quarto maior surto da história. “É um plano com prazo definido, cobrindo o período de junho a novembro deste ano, e ... o custo do plano é de US$ 518 milhões”, disse Tedros ao apresentar a estratégia ao lado dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC). “O surto está avançando rapidamente e ainda estamos correndo atrás dele”, afirmou. “Conter o ebola exige compromisso político, financiamento sustentado e confiança para envolver as comunidades”, acrescentou. O Africa CDC informou, na mesma coletiva de imprensa, que a epidemia permaneceu sem ser detectada por várias semanas, deixando as autoridades sanitárias em desvantagem e enfrentando dificuldades para controlar a doença. Até o momento, foram registrados 381 casos confirmados e 62 mortes confirmadas na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), segundo o Africa CDC. O atual surto é causado pela rara variante Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não existe tratamento nem vacina aprovados. “Este surto é muito grave. Se compararmos com surtos anteriores da variante Bundibugyo, este é o mais grave que já tivemos”, afirmou o diretor-geral do Africa CDC, Jean Kaseya, na mesma entrevista coletiva. Segundo ele, doadores prometeram até agora US$ 315,8 milhões para o combate à doença. O valor é inferior à estimativa inicial de US$ 498 milhões, após alguns financiadores terem “corrigido” os montantes informados anteriormente. Não ficou imediatamente claro se os recursos prometidos serão destinados ao novo plano de seis meses, e Kaseya não forneceu mais detalhes. O Africa CDC anunciou o surto da variante Bundibugyo, o 17º surto de ebola registrado na República Democrática do Congo, em 15 de maio. Pouco depois, a OMS declarou a situação uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visita o Centro Médico Evangélico (CEM), uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola , durante sua visita para coordenar a resposta ao surto , enquanto as agências intensificam os esforços para conter um novo surto de Ebola causado pela cepa do vírus Bundibugyo, em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, 31 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere/Foto de Arquivo
OMS anuncia plano de US$ 518 mi para combater ebola nos próximos seis meses
Diretor-geral da entidade também apelou por recursos financeiros e compromisso político para conter a disseminação da doença, que está no quarto maior surto da história












