O Grupo Vita leva este mês ao Vaticano preocupações sobre processos de abuso sexual arquivados sem fundamentação clara, alertando para os impactos nas vítimas e sobreviventes pela falta de explicações, o que aprofunda sentimentos de injustiça.O Grupo Vita vai reunir-se este mês com a "Tutela Minorum", organismo da Santa Sé dedicado à protecção de menores e adultos vulneráveis, para apresentar o trabalho desenvolvido em Portugal, identificar dificuldades ainda existentes e transmitir preocupações relacionadas com processos de abuso sexual na Igreja Católica.A notícia foi avançada pelo jornal Sete Margens e confirmada à agência Lusa pela coordenadora do grupo Vita, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa para acompanhar as situações de abuso sexual na Igreja Católica.Rute Agulhas disse à Lusa que uma das principais preocupações a transmitir à Santa Sé prende-se com a forma como algumas decisões relativas a denúncias de abuso sexual são comunicadas às vítimas e sobreviventes."Uma das queixas recorrentes das vítimas e sobreviventes é o tempo de resposta e a forma, por vezes pouco transparente, como os processos decorrem. Ainda não existe uma verdadeira prestação de contas em todas as situações", afirmou.
Grupo Vita leva ao Vaticano preocupações sobre falta de clareza nos processos de abuso
Em causa estão preocupações sobre processos de abuso sexual arquivados sem fundamentação clara, alertando para os impactos nas vítimas e sobreviventes pela falta de explicações.







