Embora representem apenas 9% da população mundial, crianças com menos de 5 anos respondem por quase um terço de todos os casos de doenças transmitidas por alimentos Dor no intestino — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 10:29 OMS: Alimentos contaminados causam 1,5 milhão de mortes anuais A OMS divulgou que alimentos contaminados causam 1,5 milhão de mortes anuais, com crianças menores de cinco anos sendo especialmente vulneráveis. Elas representam 9% da população, mas são responsáveis por um terço dos casos de doenças alimentares. A contaminação, que inclui substâncias como arsênio e chumbo, está ligada a doenças cardíacas e câncer. A OMS destaca a importância de práticas de segurança alimentar para reduzir esses riscos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Novos dados divulgados nesta quarta-feira à noite pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que alimentos contaminados causam cerca de 866 milhões de casos de doenças e 1,5 milhão de mortes por ano. Segundo o órgão sanitário, grande parte dos casos poderiam ser evitados com medidas como melhorias em água, saneamento e higiene, práticas de segurança alimentar, como a pasteurização, e acesso a serviços de saúde para populações vulneráveis. A OMS alerta ainda que crianças com menos de cinco anos enfrentam um risco quase três vezes maior de adoecer devido a alimentos contaminados. Embora representem apenas 9% da população mundial, elas respondem por quase um terço de todos os casos de doenças transmitidas por alimentos, especialmente as diarreicas, que podem ser fatais para essa faixa etária. Além disso, a exposição a perigos químicos presentes em muitos alimentos, como metilmercúrio e chumbo, pode prejudicar o desenvolvimento cerebral e causar problemas neurológicos e de desenvolvimento ao longo da vida da criança. De acordo com os dados mais recentes da organização, de 2021, a exposição a perigos biológicos, incluindo bactérias e vírus transmitidos por alimentos, além de infecções parasitárias, foi responsável pela maioria dos casos de doença transmitida por alimentos (860) milhões. As exposições químicas, porém, responderam por uma parcela desproporcional das mortes, representando 73% dos óbitos. A maior parte dessas mortes foi ligada ao arsênio inorgânico (42%) e ao chumbo (31%), principalmente porque essas exposições aumentam o risco de doenças cardíacas e câncer. O estudo da OMS também estimou que as doenças transmitidas por alimentos causaram cerca de US$ 310 bilhões em perda de produtividade (tempo afastado do trabalho devido à doença). Quando o impacto econômico foi ajustado para diferenças no custo de vida entre os países, a estimativa subiu para US$ 647 bilhões em perdas de produtividade ao ano. “A segurança dos alimentos não é uma questão abstrata, ela está presente em cada refeição, em cada família, todos os dias. Os alimentos contaminados sempre foram uma importante preocupação de saúde pública, mas até agora não tínhamos uma visão abrangente de seu impressionante custo humano e econômico. Essas novas estimativas mudam isso”, diz o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado. De um modo geral, a carga das doenças transmitidas por alimentos diminuiu desde 2000, mas os dados da OMS mostram que elas permanecem em patamares elevados e que há grandes desigualdades regionais, com os maiores impactos observados na África e no Sudeste Asiático, que, juntos, respondem por quase três quartos de todos os casos e 60% das mortes globais.. “Pela primeira vez, os países dispõem de dados próprios para identificar onde a carga é mais elevada. Com esse conhecimento, os governos podem priorizar as ações necessárias para proteger a saúde da população”, complementa Tedros. A nova análise da OMS ampliou a base de evidências ao avaliar 42 perigos transmitidos por alimentos, incluindo bactérias, vírus, parasitas e substâncias químicas, em 194 países entre 2000 e 2021. As estimativas passaram a incluir contaminações como metais, rotavírus e o Trypanosoma cruzi (o parasita causador da doença de Chagas). Segundo a OMS, os alimentos podem ser contaminados por substâncias químicas como arsênio inorgânico, chumbo e metilmercúrio provenientes de fontes naturais e de atividades humanas. Uma vez que essas substâncias entram na cadeia alimentar, frequentemente é difícil ou impossível removê-las. A organização pede que os governos previnam a contaminação na origem, por meio de melhores práticas agrícolas, controles industriais mais rigorosos e regulamentações ambientais mais fortes. A OMS alerta que o arsênio inorgânico e o chumbo foram associados a mais de um milhão de mortes em um único ano; o metilmercúrio pode prejudicar o desenvolvimento cerebral e causar problemas neurológicos e de desenvolvimento permanentes em crianças.
OMS: alimentos contaminados matam 1,5 milhão de pessoas por ano, e crianças pequenas correm maior risco
Embora representem apenas 9% da população mundial, crianças com menos de 5 anos respondem por quase um terço de todos os casos de doenças transmitidas por alimentos











