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Enquanto os Estados Unidos de Donald Trump impõem um novo tarifaço ao Brasil, o governo brasileiro promove em Portugal uma série de atividades para mostrar produtos de 10 cooperativas e 12 pequenas e médias empresas, que desejam explorar o mercado internacional. A maratona ocorre em Lisboa, onde, ao longo de uma semana, os produtores terão rodadas de negócios com possíveis compradores, além de participarem de seminários e visitas técnicas. A Jornada Exportadora é promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).Segundo o novo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a meta é aproveitar as janelas de oportunidades que se abriram com a entrada em vigor, mesmo que provisória, do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). "Esta jornada exportadora prioriza produtos socioambientais. Nesta semana, fala-se da Amazônia em alguns países da Europa. A Amazônia é uma região muito importante para o Brasil, não só por ter a maior floresta tropical do mundo, mas, principalmente, porque lá vivem mais de 30 milhões de pessoas. E queremos promover a região também por meio do comércio internacional", diz. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.Ele ressalta que o acordo entre o Mercosul e a UE já tem dado um novo incremento ao comércio entre dos dois blocos. "Queremos impulsionar os produtos da agricultura familiar, das cooperativas, das micro e pequenas empresas. Portugal é um parceiro muito importante, estratégico para o Brasil. E entendemos que o país é a melhor porta de entrada para a Europa justamente para esses empreendimentos que desejam conhecer o mercado", destaca.Além de potenciais compradoras de Portugal, os empreendedores brasileiros expõem seus produtos para clientes da Alemanha, da Suíça, do Reino Unido e da Bélgica. Müller destaca que os negócios estão focados, sobretudo, na área de alimentos e bebidas. "Estamos falando de frutas nativas do Brasil, principalmente da Amazônia, que não são muito conhecidas, de mel, chocolate, snacks saudáveis e café. Há, por exemplo, produtos inovadores, como a cerveja de umbu", detalha.Para dar a dimensão do potencial de mercado que se abriu aos produtores brasileiros com o tratado entre o Mercosul e a UE, Müller afirma que a Europa importa 7 trilhões de dólares por ano em mercadorias, dos quais 3 trilhões de dólares de fora do bloco. "E uma parte muito importante desses 3 trilhões de dólares é originária de países e blocos com os quais a Europa tem algum acordo de preferência comercial. E nós não tínhamos até 1º de maio último. Com o tratado entre o Mercosul e a UE, tarifas vão cair, e isso é importante, porque, tarifas [quando elevadas] restringem o comércio", comenta.