PUBLICIDADE Fundador da BRL Educação, Ravell Nava acredita que o diferencial competitivo das empresas nos próximos anos não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de transformar informação em decisões e decisões em execução Como a inteligência artificial está mudando a forma como empresas tomam decisões — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 11:56 Transformação de Dados em Decisões: O Futuro Competitivo Empresarial na Era da IA Ravell Nava, fundador da BRL Educação, destaca que na era da inteligência artificial, o diferencial competitivo das empresas está na capacidade de transformar informações em decisões eficazes. Mais do que automatizar tarefas, a IA está mudando como decisões são tomadas. Nava observa que muitas empresas crescem sem entender os fatores desse crescimento e defende que a verdadeira vantagem está em interpretar dados e agir com consistência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A inteligência artificial vem se tornando parte da rotina das empresas, mas o impacto mais profundo dessa mudança não está apenas nas ferramentas em si. Ele aparece, de forma mais discreta, na maneira como decisões passam a ser feitas e, principalmente, naquilo que ainda escapa delas. O tema também passou a ocupar espaço fora do ambiente corporativo. Em entrevistas recentes, nomes como o investidor Mark Cuban e o executivo Sam Altman têm falado sobre como a inteligência artificial tende a reorganizar não apenas tarefas, mas também a forma como pessoas e empresas tomam decisões. No universo das redes, criadores de conteúdo ligados a negócios e produtividade também passaram a discutir o impacto da tecnologia menos como automação e mais como mudança de julgamento e prioridade. É a partir desse debate que o empresário Ravell Nava revisita sua trajetória no mercado de publicidade, iniciada em 2007, quando acreditava que o principal desafio das empresas era vender mais. Hoje à frente da BRL Educação, que segundo ele ultrapassou R$ 70 milhões em faturamento e já formou mais de 20 mil empresários, afirma ter observado um padrão recorrente: companhias conseguem crescer, mas nem sempre conseguem sustentar esse movimento ao longo do tempo. Para Ravell, o ponto de ruptura costuma surgir após fases de expansão. "Empresas aumentavam faturamento, contratavam equipes, expandiam operações e conquistavam novos mercados, mas continuavam enfrentando problemas de caixa, baixa rentabilidade e dificuldade para sustentar o crescimento", afirma. Nesse contexto, Nava defende que a nova vantagem competitiva das empresas não está apenas na adoção de inteligência artificial, mas na capacidade de usar tecnologia para tomar decisões melhores, especialmente em escolhas relacionadas a crescimento, investimento e prioridades. "O empresário tem mais informação disponível do que nunca. O desafio não é encontrar dados. O desafio é saber o que fazer com eles", diz. A consolidação da inteligência artificial dentro das empresas acelera essa discussão. Ferramentas que organizam informações, cruzam dados e automatizam etapas da gestão já fazem parte da rotina de negócios de diferentes portes, alterando a forma como parte das decisões é estruturada. Na avaliação de Ravell, no entanto, há um equívoco em atribuir à tecnologia um papel que não lhe pertence. "A inteligência artificial não substitui liderança nem gestão. Ela ajuda a enxergar melhor o que já existe dentro da empresa. Mas a decisão continua sendo humana", explica. A leitura vem de quase duas décadas acompanhando empresas de diferentes setores. Nesse período, ele diz ter identificado um padrão recorrente. Muitas vezes, o problema não está na falta de oportunidade, mas na forma como os sinais do próprio negócio são interpretados ao longo do tempo. "Muitas empresas crescem sem saber exatamente por que estão crescendo. Da mesma forma, muitas entram em crise sem perceber sinais que já estavam ali antes", observa. Ravell Nava analisa como a inteligência artificial está transformando decisões nas empresas — Foto: Divulgação Foi a partir dessa percepção que surgiu a BRL Atlas, plataforma desenvolvida pela BRL Educação que integra inteligência artificial, gestão e planejamento em um mesmo ambiente. A iniciativa acompanha um movimento mais amplo entre empresas que têm buscado organizar e dar sentido a volumes cada vez maiores de informação interna para apoiar decisões do dia a dia. Em junho, a agenda inclui uma formação voltada ao setor da saúde, realizada nos dias 19, 20 e 21 em Brasília. Na sequência, entre os dias 26 e 28, o programa tem continuidade em São Paulo. Na prática, a proposta é transformar dados dispersos em uma visão mais clara do negócio, facilitando a identificação de problemas, riscos e pontos de atenção. "Muita gente procura inteligência artificial para ganhar produtividade. Nós enxergamos a tecnologia como uma forma de melhorar decisões. Quando o empresário entende o que está travando o crescimento, tudo fica mais simples de executar", destaca. Para Ravell, à medida que a inteligência artificial se torna mais acessível, a diferença entre empresas tende a sair da tecnologia e migrar para outro campo: a capacidade de interpretar situações e agir com consistência. "O acesso à inteligência artificial será cada vez mais democrático. O que vai diferenciar as empresas é a capacidade de interpretar o que estão vendo, decidir melhor e executar com consistência", conclui.
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Fundador da BRL Educação, Ravell Nava acredita que o diferencial competitivo das empresas nos próximos anos não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de transformar informação em decisões e decisões em execução














