O setor de brinquedos inteligentes já movimenta cerca de US$ 35 bilhões e pode chegar a US$ 270 bilhões até 2035. Nos EUA, Mattel e OpenAI anunciaram uma parceria para criar experiências educativas baseadas em modelos generativos, enquanto na China mais de 1.500 empresas prometem ser responsáveis por 40% da expansão global na próxima década.
Mas o que são brinquedos inteligentes? São bonecos, pelúcias ou dispositivos conectados a uma inteligência artificial e que são projetados para ouvir, falar, lembrar de conversas anteriores e, enfim, interagir com a criança de forma espontânea e natural.
Do ponto de vista educacional, a tecnologia é revolucionária. É possível personalizar o aprendizado ao estilo de cada criança e reforçar habilidades cognitivas conforme as necessidades de cada uma. Isso é particularmente bem-vindo no caso de crianças neurodivergentes. Também é bem-vindo em muitas famílias que, ocupadas, encontram nesses brinquedos um amigo sempre disponível, paciente e a fim de brincar. Compreende-se, portanto, o sucesso de brinquedos como o BubblePal, que vendeu 200 mil unidades em pouco mais de um ano.
Como é típico de produtos regidos por algoritmos, brinquedos com IA são feitos para maximizar o engajamento. Isso implica tornar a interação prazerosa, coisa que o verdadeiro aprendizado nem sempre é. O verdadeiro aprender exige quebrar a cabeça e insistir até descobrir soluções por conta própria. Exige aesforço e perseverança. Os brinquedos inteligentes se propõem ao oposto: a entregar o conhecimento pronto e imediato, transformando tudo em experiência agradável, sabor baunilha. O potencial de revolucionar o aprendizado se dissolve na lógica de maximizar o engajamento.














