Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 12:00 Lula critica tarifa dos EUA e reforça busca por novos mercados Na abertura de uma reunião ministerial, o presidente Lula criticou a nova tarifa dos EUA sobre o Brasil, destacando um acordo não respeitado com Trump para discussões comerciais. Lula expressou surpresa e afirmou que o Brasil não se submeterá, buscando outros mercados se necessário. Ele enfatizou a importância de uma relação histórica e institucional forte, rejeitando qualquer tratamento inferior. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na abertura da reunião ministerial nesta quarta-feira, o presidente Lula disse ter sido pego de surpresa pela nova cobrança de tarifa, anunciada na segunda-feira. Ele lembrou da conversa com Donald Trump e o acordo que havia sido feito de abertura de discussão por 30 dias entre o alto escalão dos dois países, prazo que ainda não foi esgotado. O presidente disse que o Brasil "não vai abaixar a cabeça" e que continuará negociando. Citando os empresários brasileiros, Lula reforçou que se os Estados Unidos não quiserem comprar do Brasil ou investir aqui "vamos procurar outros (países)". O presidente afirmou que o governo "luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante". Ele disse ainda ter decidido ir ao G7 após os últimos acontecimentos. - Nós somos muito grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil esta semana. Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos. Desde o primeiro Twitter do presidente Trump, que é um comunicado avesso àquilo que a democracia e a civilidade exige, que é que um presidente telefone para o outro ou um presidente mande uma carta oficial para o outro. Eu fiquei sabendo da taxação primeira pelo Twitter. E uma taxação consubstanciada com base em inverdades. Porque o déficit que os Estados Unidos dizem que tem com o Brasil é o Brasil que tem contra eles. Portanto, se alguém tivesse que fazer uma taxação seria o Brasil contra os Estados Unidos E não os Estados Unidos contra o Brasil . O presidente ressaltou que desde que foram impostas as primeiras tarifas ao Brasil, no ano passado, o governo não fez "bravata", mas buscou mostrar não só aos Estados Unidos, mas ao mundo, a insensatez da punição imposta ao país. Lula chamou o Marco Rubio de "latino-americano frustado", ressaltou o discurso o discurso do secretário americano sobre os países que estariam alinhados aos EUA na América Latina. - Ele não sabe que nós já sabemos que antes dessa jogada deles, esse país foi vítima de golpe em 1964 e naquele tempo articulado por embaixadores americanos no Brasil. Nós sabemos disso. Então é importante que eles saibam que nós conhecemos a história, é importante que eles saibam que nós não queremos guerra, é importante que eles saibam que nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos, que portanto não é uma relação nova e que nós queremos fortalecer a nossa relação institucional com os Estados Unidos. Lula citou os documentos entregues à Trump no encontro na Casa Branca, e ressaltou que o prazo de 30 dias para aparar as divergências comerciais ainda não terminou e disse ainda não se concluiu nada. Por isso, afirmou, a surpresa com a decisão de mais uma taxação com relação ao Brasil. Sem citar o nome de Flávio Bolsonaro, falou do fomentar a taxação, o que classificou como "traição da pátria". E acrescentou: - Nós não vamos ficar chorando. Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele (os EUA) não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nNós vamos procurar outro. O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano. E por conta dessa soberania nós faremos tudo o que for necessário, não cederemos - afirmou o presidente.
Lula: 'Nós somos muito grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil esta semana'
Lula: 'Nós somos muito grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil esta semana'














