No comunicado, o Palácio do Planalto afirmou que não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil e classificou a apuração como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Tela Brasil, no Rio de Janeiro — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 20:51 Lula Condena Tarifas dos EUA e Critica Bolsonaro em Nota Oficial O presidente Lula, por telefone, aprovou uma nota do governo contra a proposta dos EUA de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em resposta, o Palácio do Planalto rejeitou as medidas unilaterais, alegando interferência em assuntos internos. Uma reunião de emergência com ministros discutiu estratégias para evitar as sanções, incluindo negociações com autoridades americanas. Lula criticou a família Bolsonaro, acusando-a de ligação com a decisão dos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A reunião de emergência da cúpula do governo para discutir a resposta à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por telefone para aprovar a nota divulgada logo após o encontro. Ficou acertado também que os ministros vão buscar autoridades americanas para evitar que as sanções sejam adotadas. Durante a sua participação, Lula, que cumpria agenda na cidade de Catalão, no interior de Goiás, deu o tom da reação do governo na linha da fala que fez publicamente logo depois. Em um discurso em tom eleitoral, Lula associou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) — à decisão dos Estados Unidos. Em visita ao Instituto Federal Goiano, também chamou o provável adversário na corrida pelo Palácio do Planalto de "imbecil". Na nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo afirmou que não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil, contestou os argumentos apresentados por Washington e classificou a apuração como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país. A nota aidna ataca a família Bolsonaro e critica iniciativas que, na avaliação do Executivo, buscam prejudicar interesses econômicos brasileiros em meio às negociações comerciais entre os dois países. A reunião de emergência do governo, realizada no gabinete da Vice-Presidência, teve a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Marcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). O Ministério das Relações Exteriores foi representado por Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, já que o ministro Mauro Vieira está fora do país. Não está previsto no momento um contato de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O primeiro ministro brasileiro a tratar da decisão com uma autoridade americana deve ser Elias Rosa. Dentro do grupo de trabalho criado após a visita de Lula a Trump no começo de maio justamente para discutir tarifas, o ministro da Indústria e Comércio deve se reunir com o representante de Comércio, Jamieson Greer, provavelmente na próxima semana. Dario Durigan também deve buscar autoridades americanas, mas antes de fazer contatos terá uma conversa nesta quarta-feira com Lula para alinhar a estratégia.
Bastidores: por telefone, Lula aprovou nota do governo contra tarifaço de Trump, e ministros vão buscar EUA para negociação
No comunicado, o Palácio do Planalto afirmou que não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil e classificou a apuração como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país












