Uma bebê indígena de 1 ano e 4 meses morreu no último dia 28 após apresentar um quadro severo de desnutrição em Betim, na Grande Belo Horizonte. Ela chegou a ser internada por três dias no Centro Materno-infantil.

Filha de venezuelanos, a menina da etnia warao vivia em uma ocupação de refugiados, formada em 2023 . Cerca de 280 pessoas acampam no local, segundo o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

Nesta segunda-feira (1º), a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) solicitou uma reunião com o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União . Ela apresentou uma proposta de instalação de um comitê de crise humanitária.

A parlamentar disse em um vídeo que só foi atendida pelo gestor depois insistência em abordar a pauta da morte da criança. Procurada pela Folha por email, a prefeitura Betim não se manifestou sobre o ocorrido nem informou as medidas tomadas pelo município para conter a crise.

O comitê proposto por Célia propõe o prazo de três meses de atuação e reúne a prefeitura, o Ministério de Ministério do Desenvolvimento Social, Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), além de lideranças warao.