O presidente Lula (PT) subiu o tom contra os Estados Unidos durante reunião ministerial nesta quarta-feira 3, ao afirmar que o Brasil não aceitará o tratamento de Washington após a ameaça de novas tarifas contra produtos brasileiros.
Ao comentar a ofensiva comercial do governo norte-americano, Lula disse que o Brasil não se recusou a negociar e classificou como inadequada a forma como as medidas foram anunciadas. “Somos muito grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil nesta semana.”
O petista afirmou ter sido surpreendido pela ameaça de novas sanções comerciais enquanto estavam em andamento as negociações abertas após seu encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 7 de maio, na Casa Branca. Segundo Lula, a reunião durou mais de três horas e terminou com o entendimento de que negociadores dos dois países buscariam uma solução para os impasses comerciais em até 30 dias.
Durante a reunião ministerial, Lula revelou que entregou pessoalmente a Trump quatro documentos com temas considerados prioritários para a relação bilateral: cooperação no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, questões comerciais, a proposta articulada por Brasil e Turquia sobre o programa nuclear iraniano em 2010, e um relatório sobre terras raras e minerais críticos. O presidente afirmou que a discussão entre os dois governos ainda não havia terminado quando surgiu a nova ameaça tarifária. “Essa reunião ainda não concluiu nada. Por isso a nossa surpresa com uma decisão de mais um comunicado, de mais uma taxação com relação ao Brasil.”










