Principal negociador comercial do governo Trump disse que contatos com o Brasil seguem fluidos e que quer avançar nas conversas O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 09:41 Brasil e EUA buscam acordo comercial antes de novas tarifas O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, encontrou-se com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, à margem da OCDE em Paris, reafirmando o interesse do governo Lula em negociar para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Greer destacou o diálogo fluido entre os países e a necessidade de intensificar as tratativas devido às recomendações do USTR. O prazo para resolução das divergências comerciais é até 15 de julho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se encontrou nesta quarta-feira com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e reafirmou a disposição do governo brasileiro de continuar negociando uma solução para evitar a imposição de novas tarifas contra produtos brasileiros. A conversa ocorreu à margem da reunião ministerial da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris. Segundo interlocutores do governo, Greer se aproximou do chanceler antes de um dos painéis do evento para um breve cumprimento. Durante a conversa, o representante comercial americano afirmou que o governo dos Estados Unidos mantém um diálogo "fluido" com o Brasil e que pretende continuar as negociações em andamento. Mauro Vieira respondeu que a disposição do governo brasileiro é a mesma, mas ressaltou que as recomendações anunciadas nos últimos dias pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) tornam necessário intensificar as tratativas entre os dois países. Na ocasião, os dois líderes decidiram dar um prazo para que as equipes técnicas buscassem uma solução para as divergências comerciais apontadas pelos Estados Unidos. O encontro entre Mauro Vieira e Greer era aguardada por integrantes do governo brasileiro. Na véspera, o vice-presidente Geraldo Alckmin já havia citado a presença simultânea dos dois na reunião da OCDE como uma oportunidade para manter abertos os canais de diálogo entre Brasília e Washington. Apesar da escalada das tensões comerciais, o governo brasileiro continua apostando na negociação para tentar evitar que as recomendações anunciadas pelos Estados Unidos sejam transformadas em tarifas efetivas. O prazo final para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil está previsto para 15 de julho.