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O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, saiu em defesa do PIX durante participação no XIV Fórum de Lisboa, nesta quarta-feira, 3 de maio, diante dos ataques dos Estados Unidos ao sistema eletrônico brasileiro de pagamentos e de transferências. O governo de Donald Trump acusa o PIX de prejudicar as empresas de cartões de crédito americanas, em especial, a Visa, que estariam perdendo receitas no Brasil."A nossa visão sobre o PIX, a visão da Febraban, é de que temos uma infraestrutura importante para o sistema de pagamentos, que compete com outros meios, como os cartões. Portanto, não há nenhuma exclusão. A nossa visão é de que o PIX tem sido fundamental para a inclusão financeira, para a bancarização no país. É uma plataforma que permite pagamentos instantâneos, transferências. Portanto, temos uma ferramenta que não gera vantagem competitiva, diferentemente de outras plataformas", afirmou. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.Segundo ele, há a convicção no sistema financeiro nacional de que o PIX é uma infraestrutura importante para a atividade econômica do Brasil, para o consumo, e não há qualquer diferencial que possa fazer com que haja restrições. "Temos a expectativa de que o governo brasileiro, o Banco Central, o setor bancário, o setor financeiro, todos estarão em condições de prestar as informações, para que tenhamos os esclarecimentos devidos e não venhamos a ter qualquer consequência para o PIX e para o sistema de pagamentos no Brasil", acrescentou.O ataque ao PIX por parte do governo de Trump veio após a conclusão da investigação da seção 301 contra o Brasil, que também sugere taxação de 25% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A investigação acontece por meio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que apontou práticas comerciais injustas do Brasil. Em resposta, o presidente Luís Inácio Lula da Silva atribuiu a posição americana ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que esteve dias antes com Trump.










