O presidente da Febrabaan (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney, declarou nesta quarta-feira (3) que a ofensiva dos EUA sobre o Pix deve ser fruto de "mal-entendido". Participante de um dos debates do Fórum de Lisboa, capitaneado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, Sidney afirmou que "deve ter algum mal-entendido, na medida em que não faz sentido enxergar no Pix problemas anticompetitivos".

"Eu não sei se há desinformação, mas nós temos uma visão de que são informações incompletas, são informações que precisam ser melhor depuradas. E o governo brasileiro, o Banco Central e o setor bancário estão prontos a prestar esclarecimentos", disse o dirigente a jornalistas após sua palestra.

"Também não faz sentido enxergar no Pix… qualquer trilho para escoar recursos ilícitos. Nós temos um sistema financeiro regulado, supervisionado. A regulação e a supervisão que o Banco Central exerce não devem nada a nenhuma geografia", disse Sidney.

Para o ex-diretor do BC o sistema de pagamentos não será impactado. "Trabalhamos com cenário de tranquilidade." Afirmou ainda que não há motivos para "qualquer alarde, para enxergar nisso uma crise". Sidney lembrou que já há uma audiência marcada para esclarecimentos, dentro da decisão do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), que propôs uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros para lidar com práticas comerciais consideradas desleais pela gestão Donald Trump.